Hoje dia 30 de junho de 2006.
E nos desafia, dizendo:
"Em todo caso, as provas de Aristóteles e de São Tomás a respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que
convencem a qualquer um que tenha um mínimo de boa vontade e de retidão intelectual." , apelando exatamente para as qualidades básicas que penso possuir, que luto por alcançar: a boa vontade e a retidão intelectual.
Abrindo parêntesis.
Hoje, dia 9 de setembro, relendo e corrigindo o texto, entrei no site http:/www.umanovaera.com, e não consegui localizar aquele artigo. Achei-o noutro e em outros. Mas eu sei que estava lá porque enviei o endereço daquele artigo a um amigo, e ele me disse que costumava visitar aquele site e que ali tinha muitas coisas boas, mas nem tudo. Por isso, vou conservar as reflexões que vêm a seguir.
Entrei segunda vez no site, e encontrei a matéria em Livros Recomendados.
Como esta Mensagem 1 tem o status parcial de diário de navegação, vou deixar as observações acima.
Fechando parêntesis.
Esta uma nova era, esta parte da nova era com que tinha entrado em contacto seria um mau princípio? Seria um princípio do mal? Sendo apenas um cascão, uma casca grossa que oculta o fundamental? E que casca grossa seria essa? Uma casca grossa que se oporia à outra face. Seria essa casca grossa o conhecimento humano, que se pauta apenas pelo aparencial, pelo factual? O que se vê, o que se registra historicamente a partir de fatos é outra coisa, não é a coisa importante, fundamental, basal. O importante não é sabermos se há ou não registros profanos sobre a existência de Jesus; o importante é sabermos que Ele existiu, esteve encarnado aqui e cumpriu aquilo para que Ele veio. Isso para além de quaisquer outras cogitações.
Hoje a ciência está convergindo em direção a um ponto, chamado propriamente de Ponto Zero, que estaria situado onticamente para além do assim chamado Big Bang. Antes desse evento de dimensões catastróficas, deve ter havido algo que o antecedeu e lhe deu condições de se manifestar. Esse Ponto Zero seria infinitamente adimensional e conteria em si uma energia una infinitamente grande. Veja a propósito o artigo Energia Ponto Zero, tirado do mesmo site acima que tanto mal me fez, que tanto bem me fez, e do qual eu cito a seguinte passagem, pondo em destaque dois trechos:
"Se pudéssemos abrir nossa capacidade para sentir, abrir nosso coração, começaríamos a sentir mais além da divisão dos objetos separados. De fato, começaríamos a experimentar
este Ser que é tudo o que vive no Universo
e saberíamos que
somos um com esse Ser.
A própria ciência já admite a existência de uma substância una primordial, uma proto-substância, causa primeira e única de tudo o que existe. Esse é um fato que se impõe por si mesmo, pois tudo que existe só pode ter um início, e não dois ou mais, pois início por definição se refere ao momento 1. E esse início, sendo 1, tem de necessariamente estar relacionado com um único ser primordial. Se tal não fosse, ter-se-ia mais de um início, e isso é impossível por definição. A ciência convergindo, chegou ao átomo, ao elétron, ao neutrino, ao bóson Higgs, considerada a partícula primordial, da qual teriam se derivado todas as outras. Leia-se a propósito A Partícula de Deus e também A partícula de Deus: Bóson ou Bíon? A ciência converge para o 1, para o uno, para o homogêneo, para o indiferenciado, que traz latente em si todas as diferenças e modos e formas possíveis que estão contidos no universo. A célula-tronco é bem uma imagem disso.
Jo 1:18a Ninguém jamais viu a Deus.
Deus não pode visto porque Ele ó UM, a Origem de tudo o que existe, existiu, existirá. De tudo, sem exceção. Ele traz em si tudo aquilo que é chamado de original,
que é de repente "inventado" por alguém. E homem nenhum, ser nenhum criado, seja de que envergadura for, pode apreender esse acervo infinito e torná-lo seu: quando
pensa ter descoberto o non plus ultra, logo descobre esse non plus ultra se localiza inatingivelmente nas fímbrias do Infinito,
num desdobrar infinitamente infinitiforme de novas potências...
"Mas o vazio tem mais energia do que a matéria que está nesse vazio e, de fato, a matéria e o vazio são uma mesma coisa, há uma continuidade. Foi descoberto que há
mais energia em um centímetro cúbico de vazio do que em todo o universo manifestado visível e que qualquer “descoberta” nele certamente pareceria invisível.
Significa que cada ponto no vazio tem energia infinita, convergindo em um só ponto. Ao deduzir que cada ponto de energia tem energia infinita que está convergindo de
todas as direções para esse ponto e, tendo em vista que essa energia infinita está provindo simultaneamente de todas as direções, então há um momento de cancelamento;
cancelam-se mutuamente e é por isso que essa quantidade de energia no espaço é invisível. É como, por exemplo, os vetores, quando há um ponto no centro e então
um vetor sai por um lado e outro em direção ao lado contrário, mas como são iguais e opostos, então cancelam-se e isso é o cancelamento que sucede; há grande
quantidade de energia, mas ela cancela-se e é por isso que não a vemos. É uma energia universal que se cancela a si mesma onidirecionalmente. Este processo de
cancelamento onidirecional é tão perfeito que, inclusive, uma quantidade infinita de energia parece estar oculta no espaço vazio."
8.
"Por outro lado, Dr. Marcos Vilar Suassuna, conceituado médico pediatra do Recife, paraibano, afastado hoje das atividades médicas, tem demonstrado enorme fascínio pela Biologia, campo no qual exercita suas reflexões na linha de uma verdadeira Antropologia Filosófica. No seu livro "O Bíon, a Quinta Força e Eu", publicado pela Editora Universitária da Universidade Federal de Pernambuco, em 1992, portanto quase uma década antes da aparição do Bóson, afirmou, ao tratar da evolução das espécies, existir um fenômeno de mutações coletivas e não em um só indivíduo, resultado de uma grande alteração cósmica, com a chegada de enormes quantidades de partículas, as quais denominou de Bíons,
causando aristogênese e megamutações em todas as espécies, sendo essa a principal razão do início súbito do Homo sapiens na face da terra,"
O chamado Bóson Higgs seria uma protopartícula na qual estariam condensadas todas as propriedades de tudo o que há no universo: seria uma espécie de matriz de todas as formas e propriedades de tudo o que existe. É chamada Bóson em homenagem ao cientista Satyendra Nath Bose. Mas poderia se chamar de bósom: (bosom em inglês significa seio), pois parece ser o seio matriz e nutriz do universo. Dr. Marcos postulou a existência de uma partícula denominada de bíon ( de βιος, vida) que estaria na base de toda manifestação viva, causando aristogênese (aprimoramento da geração, aprimoramento de geração em geração) em todas as espécies. Ora, o bíon só poderia ter origem em uma
proto-essência viva.
25.
26.
27.
ASSINTOTABILIDADE
Entre a ESSÊNCIA e a ESTÂNCIA tem de haver uma barreira, e essa barreira só pode ser constituída, como vimos, das duas substâncias que
havia, que há: a da ESSÊNCIA e a da ESTÂNCIA, e, para cumprir a sua função de barreira, ela, a barreira, teria de ter (para não se confundir novamente a
ESSÊNCIA com a ESTÂNCIA), a parte constituída da substância da ESSÊNCIA voltada para a ESTÂNCIA, e vice-versa. Esta nova substância híbrida teria de ser muito
poderosa (infinitamente rígida, infinitamente maleável) para poder realizar o seu mister de separar-unir a ESSÊNCIA em relação à ESTÂNCIA, e a ESTÂNCIA em relação
à ESSÊNCIA. E teria de ser intransponível e indevassável pela ESTÂNCIA, que tem como propriedade principal buscar a ESSÊNCIA para nela se fundir e se realizar
plenamente. À falta de um nome melhor, vamos denominar a essa região impenetrável de VÉU, pois jamais poderá se dissipar totalmente, assumindo apenas, de acordo
com as necessidades, maior ou menor opacidade. E o VÉU, tanto quanto acontece em relação à ESSÊNCIA e à ESTÂNCIA, está intermixado com uma e outra, estando
intercalado entre ambas. E constitui uma unidade indestrutível com a ESSÊNCIA e a ESTÂNCIA, porque se são TRÊS para os efeitos da manifestação, são UM, o UM
primeiro e único, para os efeitos e propósitos do UM primeiro e único. Devemos ter os mesmos cuidados que tivemos em relação ao anterior, para não falsearmos
muito a verdade do que se expõe. Por figuras, e figuras toscas e vagas, falamos. E tudo isso que falamos são coisas sagradas, sacratíssimas, dignas de
toda unção.
28.
Pr 9:10 O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; e o conhecimento do Santo é o entendimento.
O princípio, o início, a base, o fundamento da sabedoria é o temor do Senhor. Precisamos, quando falamos de arcanos sagrados, tomar muito cuidado, para não passarmos
uma imagem falsa daquilo que estejamos falando. Entendamos que falar do sagrado é uma grave responsabilidade: nesse campo não pode haver projeções de idéias já feitas,
pressupostos não fundamentados, vieses, preferências, predisposições, pré-juízos, preconceitos, sectarismos. O conhecimento que podemos ter do Santo jamais será
conhecimento em verdade, será sempre uma forma de entendimento, de estendimento daquilo de verdade que já haja ou em nós (por assimilação de fundamentos calcados
em arquétipos contidos no mesmo UM primeiro e único) ou em outras fontes exteriores que não contradigam arquétipos baseados no UM primeiro e único. Conhecimento pressupõe abrangência total; entendimento pressupõe um esforço para se aproximar um pouco mais de algo que é por natureza incognoscível.
No hebraico, a palavra para temor é yi'râh, forma feminina de yârâ', terrível, temível. O fato de ser feminina nos diz que é algo que recebe,
que acolhe. O temor de que se aqui se trata é, pois, um temor que se impõe diante da glória e magnificência do Senhor. O Senhor irradia essa aura, e quem está
diante dELE tem de sentir temor; se não sentir temor, é porque ainda não está diante do Senhor. Por Ele devemos sentir amor, adoração, respeito, um grande respeito,
e temor. Esse temor não é algo gratuito, pois ele tem o poder de disparar no homem o começo da sabedoria; em hebraico, a abertura da sabedoria. O temor é a porta
que se abre para a sabedoria. Quem quer saber, tem, antes de tudo,
de temer, sabendo que está pisando solo altamente sagrado. Sabedoria em hebraico é chokmâh, que se origina de châkam, ser sábio, ser douto.
Sabedoria significa a aplicação na vida daquilo de que se tem em termos de informação. Conhecimento no hebraico é da'ath, que provém do verbo yâda',
conhecer por ter visto. Conhecimento é aquilo que se sabe, não por informação de terceiros, mas por ter-se sido testemunha do fato ou conceito em tela. E entendimento no
texto em hebraico é b î y n â h, que provém de bîin, separar, distinguir, discernir, discriminar. Entendimento é aquilo que se obtém por uma
operação de separação, de oposição, de dualização. De análise. Sei o que é mal, sabendo o que é bem. Essas três últimas palavras são as três primeiras sefiras
(= contagens), esferas da Árvore da Vida. E esse fato há de nos fornecer mais informações sobre elas. Por isso, vamos agora examinar parcialmente esse grande
arquétipo.
Hb 11:1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.
A Fé é por si mesma a prova das coisas que se não vêem exteriormente, mas só interiormente. Quando existe, é inabalável, pois se situa no pilar central, do Equilíbrio.
Exatamente porque não precisa ser provada, não deve ser provada, ela tem em si em equilíbrio tudo aquilo que se recebe do Alto, tudo aquilo que se doa à Realidade. Assim,
a emanação de energia que provém do Alto, da Coroa, passa primeiro pelo entendimento, pela capacidade de discernimento, para depois se instalar como Fé inarredável,
em termos de consciência, se se baseia em convicção sólida. E logo se manifestará no mundo das coisas manifestas. O mundo das coisas manifestas é o último momento do
processo, já num nível muito elevado de processamento mental-espiritual. E chegará ao Reino (Malcut), ao nível de realidade sensível em que existimos,
se se mantiver firme em todos os momentos (emanações) por que há de passar. A fé funciona assim: ela alimenta a realidade através daquilo que é crença firmada no indivíduo.
Se a crença se apoiar na realidade sensível, então o que haverá será uma realimentação do processo que tende a perpetuar a determinada situação. Se alguém quiser
mudar alguma coisa ao seu redor ou em si mesmo, tem de antes mudar-se interiormente, não permitindo que o sensível (aquilo que esteja experimentando como realidade)
se sobreponha à sua intenção de mudar. "Mas estou com esse grave problema de saúde. Como vou dizer que não estou, se essa é a verdade a meu respeito? Eu não
estaria mentindo?" Não, não estaria mentindo, porque a verdade não é aquilo que se experimenta, mas aquilo em que se crê.
Uma situação, porque já manifesta, não traz em si verdade alguma. Por isso, Daath, a sefira invisível, é tão importante: é nela, em alto nível de
processamento, que se preparam as condições de manifestação da realidade.
1Sam 15:29 Também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende, por quanto não é homem para que se arrependa.
Aquilo que for determinado por inerência arquetípica do UM primeiro e único, isso se cumpre irrevogavelmente, sem qualquer exceção, sem qualquer ressalva. Se o UM
primeiro e único é santo, então tudo o que dELE emanar tem de ser santo em si mesmo. Todo homem é santo em si mesmo, e isso não pode ser revogado, pois faz parte da
mesma substância do UM primeiro e único. A Ilusão pode velar a santidade, mas não pode eliminá-la. Jamais! E a tendência da santidade em ESTÂNCIA é manifestar-se
sempre mais e mais a si mesma no ser. O homem pode sufocar a santidade que nele é, que nele está, mas não pode matá-la. A SANTIDADE É INDESTRUTÍVEL! E um dia há de
se impor soberana mesmo sobre aquele que a tenha tanto rejeitado e pisoteado.
Jo 1:1a No princípio era o Verbo,
Na base de todo princípio está o Verbo, a Palavra: tudo que entra em manifestação tem o seu princípio na palavra. Tudo que nos acontece tem princípio na palavra vocalizada
ou mentada.
[ Dado pelo Espírito Santo hoje, 10 de agosto de 2006 (dia de meu aniversário.
Seria esse o meu presente da parte do Espírito Santo?):
E agora, podemos entender que o UM primeiro e único tem mais uma propriedade, que não pode ser desconsiderada, pois é ela que movimenta toda criação, toda criatividade:
o som. E assim vamos formular essa propriedade:
O UM primeiro e único tem de ser silêncio absoluto, para nele
se conterem todas as possibilidades sonoras, do mesmo modo que o branco não passa da soma, de
uma síntese de
todas as cores. O UM primeiro e único, sendo um, tem de se comunicar diretamente e imediatamente com todas as partes que o compõem, que é uma só. E essa comunicação
pressupõe os arquétipos do pensamento, da fala, do som, da idéia. O silêncio absoluto é a matriz de todos os sons, assim como o branco é a matriz de todas as cores.
É do âmago do Silêncio que ecoa a voz hologênica do UM. Essa propriedade do UM primeiro e único é de capital importância para nós, viajores do Universo, pois é através
da fala (mentada ou articulada) que se criam todas as coisas. Todo um individuado tem inerente a ele essa capacidade herdada do mesmo UM primeiro e único: a de criar
por meio do som, da voz. Por isso, precisamos tomar muito cuidado com aquilo que falamos, pois a realidade que nos rodeia é determinada por aquilo que falamos
ou em viva voz ou em pensamento. O pensamento, tanto quanto a fala, se utiliza de palavras; a diferença está no fato de que umas são audíveis e as outras são
inaudíveis. Mas o efeito do som se manifesta não só na palavra, mas também em outras modulações. E cada som define-se por si mesmo, trazendo em si as propriedades
criativas que lhe são inerentes. O som musical é altamente criativo, como todo som. Os sons harmoniosos produzem harmonia, os sons desarmônicos produzem
desarmonia. O ritmo lento incute a paz, o ritmo enérgico incute energia, o ritmo frenético incute o frenesi, o desequilíbrio. E isso me lembra de uma experiência
realizada por alguns cientistas. Submeteram algumas plantas ornamentais à audição de música clássica, e outras ao rock da pesada. As primeiras cresceram e
desabrocharam harmoniosamente; as outras murcharam, perdendo o viço natural e saudável. O som relaxante relaxa, o som excitante excita, o som deletério destrói.
Por isso, precisamos tomar muito cuidado para só ouvir música calmante, relaxante, espiritualizante. E abolir de vez tudo o que é som que sai desse padrão
de paz, de harmonia, de enlevo. A música boa é aquela que enleva a alma, e não aquela que faz o corpo ferver, que faz o corpo entrar em
febre, em frenesi.
Ontem, dia 15 de agosto de 2006, após ter feito uma sessão de correção e re-redação de textos, entrei na Internet, buscando algum material, e me lembrei
de Bentov, de seu "Um Livro Cósmico", (que eu recomendo para leitura) que já li há algum
tempo: ele fazia uma explanação bem humorada em que inseria o som como um elemento fundamental da criação de um universo. E achei um artigo: "Quis ut Deus?, do qual
selecionei um trecho:
"A Criação do Universo
Escolhida a parte do VAZIO onde o Sr. Criador, o Absoluto, irá instalar o Seu universo (seu corpo), Ele envolve este VAZIO com uma luz dourada de forma ovóide.
Ele/Ela irão se separar e situar-se em extremos opostos deste ovo cósmico: o positivo/negativo que depois tentarão unir-se novamente. O positivo sempre atrairá o negativo
e ouvir-se-á um grande ribombo, o som primevo, o BIG BANG, saudando a grande onda que irá contornar a área onde se aninharão o espaço-tempo e a matéria.
O Criador, confortavelmente, se instalará no centro do ovo e a EVOLUÇÃO terá o seu início. Quem desejar reproduzir a experiência do que ocorre na estrutura do universo
é só colocar dois eletrodos nas extremidades de um ovo, registrando uma corrente elétrica de 2,4 milivolts. A espinha do embrião do pintinho irá se desenvolver ao
longo desta corrente: o "Campo de Organização", segundo os biólogos. Toda a Natureza oferece à sua criação esta corrente eletromagnética: das sementes, aos animais
e etc. "O que está
em baixo é igual ao que está em cima." H. Trismegisto"
O Autor, sem se preocupar com as conseqüências noéticas extraíveis, como categorias de pensamento, da essência do UM primeiro e único, começa a sua explanação já tomando
como Absoluto aquilo que, em verdade, é Relativo. Onde está escrito o Absoluto, entendamos Criador ou Deus, um ser que pela Sua estatura, tem condições
de gerar o seu próprio universo, a partir de Sua mesma substância. Esse Criador é apresentado como o Espírito Santo, um Ser que tem em si em equilíbrio as duas
polaridades da existência (que em potência) aguardam o seu desabrochar. Nós vimos que no Plano do Relativo, e é dele que aqui tratamos, a criação se dá a partir
de um princípio masculino, doador, positivo, que se alia a um princípio feminino, receptor, negativo. E, como diz Bentov, tendo escolhido uma parte do Vazio
onde irá instalar o Seu universo, o seu corpo, Ele envolve esse Vazio com uma luz dourada de forma ovóide. Bentov parte do princípio da analogia, para entender
o que está em cima, observando o que está embaixo, no caso, o ovo de uma galinha. E, então, dá-se uma separação dos dois princípios básicos, o positivo e o
negativo, que vão se situar nos extremos opostos desse ovo cósmico. O positivo é o doador, o Pai, e o negativo é o receptor, o Filho. Não concordamos totalmente
com Bentov, mas reconhecemos que ele muito se aproximou da Verdade. Para nós, que temos o UM primeiro e único como único Absoluto, temos de fazer alguns reajustes
naquilo que ele, Bentov, diz, de tão precioso.
No gráfico abaixo apresentado, procuramos toscamente representar o que foi dito acima.
Gn 1:27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
1. Tendo havido o curto-circuito,
1Co 6:19 Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
3. E todo universo, todo indivíduo, para se completar tem de buscar o pólo oposto, e com ele constituir uma só unidade. O decreto que foi proferido por Adão tem
uma validade universal e está presente e atuante em todo indivíduo manifestado, seja ele um neutrino, seja ele um homem, seja ele um anjo, seja ele uma galáxia, seja
ele o Um que congloba todos os universos dos universos já manifestados e em manifestação:
Gn 2:24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.
O homem, o fator positivo, doador, deixará a seu pai e a sua mãe (o Espírito Santo, semente de tudo o que existe, e contendo em si mesmo a semente de si mesmo e,
em potência, o Pai e o Filho (a Mãe)), e unir-se-á à sua mulher, ao fator negativo, receptor, e serão uma só substância em individuação. Como foi criado o homem, foi
criado o universo em que ele habita, foi criado o seu Criador, foi criada a Suprema Igreja Universal. E o homem hoje, como sempre, cria um seu semelhante com
o consórcio dos dois fatores: o masculino e o feminino. E, tendo em si o Espírito Santo, transmite o Espírito Santo para aquele ou aquela que é dele e dela é gerado
ou gerada. E o Criador do universo, assim como o UM primeiro e único, sendo o UM primeiro e único em verdade, estabelece-se holograficamente em Seu universo,
participando ativamente de sua evolução e determinando os recursos legais para isso, recursos que só podem ser baseados na verdade. Por isso está escrito:
Jo 5:17 Mas Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.
E Jesus diz que está fazendo a mesma coisa que o Pai: O Pai, cuidando dos universos que tem para bem administrar, o Filho cuidando do Seu universo (este em que
existimos, por exemplo)
para o bem administrar. E, tanto um como o outro administram, não de fora, mas de dentro, os seus universos, estando holograficamente presentes em cada
mínima
partícula que deles faz parte. O Verbo não criou carne fora de Si; transformou-se em carne, em matéria, em corpo. E cada um de nós, homens, somos monitorados vinte
e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano, num monitoramento contínuo, que retribui a cada um de acordo com o seu desejo.
De acordo com o seu real desejo, manifestado em pensamentos, palavras e obras. O homem, mesmo sem dar conta disso, está a cada momento fornecendo material
multiplasmático que será, que é, utilizado na confecção das características de sua existência. Por isso, o vício é perigoso: ele atua como um realimentador
da situação que o homem esteja vivendo em relação àquele aspecto manifestado pelo vício. O vício, seja ele de que natureza for, prende o homem a um mapa
cármico (= acional) basal, que perpetua ou tende a perpetuar a situação ou de positividade ou de negatividade que o homem esteja vivendo, esteja existindo.
A existência de qualquer homem, de qualquer ser, é determinada pelo seu desejo manifestado em atos, palavras ou pensamentos. E não podemos nos esquecer
nunca de que o desejo, sendo do homem, da origem que o determinou, pertence em criatividade àquele que o manifestou, e não importa absolutamente se esse
desejo é voltado em direção a ele ou a outrem: no que lhe diz respeito, será esse desejo o fornecedor de matéria para construção e manutenção do estado
em que esteja vivendo, em que esteja existindo. Todo pai é responsável por seus filhos, por tudo aquilo que dele sai em manifestação. Quem deseja uma vida
boa, tranqüila, tem de desejar isso incondicionalmente: para seus filhos, se os tiver, para os seus amigos, para os seus inimigos, para aqueles de
quem gosta, para aqueles de quem não gosta. O desejo não pode ser aceptivo, pois ele não é aceptivo. O desejo do mal deve ser totalmente eliminado
de nossas vidas: a mágoa, o ressentimento, a inveja, o ciúme, a maledicência, o espírito de vingança, o gozar com a dor de um desafeto; tudo isso e
seus assemelhados devem ser criteriosamente eliminados da vida daquele que quer o bem para si. Se alguém matar o seu irmão, você deve ficar triste,
que isso é da natureza da dor, mas não deve acalentar qualquer espírito de julgamento ou vingança ou mágoa em seu coração.
Se alguém trair você da maneira mais sórdida, você deve ficar triste, pois isso é da natureza da dor, mas não deve nutrir qualquer desejo negativo
em relação àquela pessoa. Pois não se esqueça: você é co-autor do mal que o aflija, seja ele de que natureza ou espécie for. Pois num nível muito
profundo de Realidade todos somos um só, originados da mesma semente, e trazendo essa semente em nós, e isso nos torna basicamente muito mais
do que irmãos: isso nos torna um só. Sim, somos, cada um de nós, o político corrupto e insensível; somos o depravado pedófilo; somos o assassino
frio e calculista, somos aquele que está no mais fundo dos poços da ignomínia; somos aquele que é nosso inimigo mortal; somos aquele que nos ama;
somos aquele que nos odeia. E aquilo que os delinqüentes estão fazendo nós estamos fazendo com eles! Essa a Igreja a que pertencemos, e um dia,
e será logo, isso se manifestará de forma irretorquível em nossa existência. Por isso Jesus Cristo disse:
Mt 5:44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;
32.
33.
Essa é apenas uma formulação de valor relativo, mas que nos ajuda a entender o que há em comum, ou pode haver, entre essas três propriedades básicas
da proto-essência. E esse esquema permite uma série de leituras, todas válidas: A LUZ gera a VIDA por meio do AMOR. Ou: a LUZ se transforma em VIDA por meio do AMOR. O AMOR seria o terceiro elemento, aquele que é uma espécie de intersecção entre a LUZ e a VIDA:
O AMOR é o elo entre a LUZ e a VIDA. O AMOR é constituído de LUZ e VIDA, e, nessa perspectiva, seria a verdadeira matriz da LUZ e da VIDA, já que os contém. Mas tudo isso não passa de exercícios de reflexão, pois jamais poderemos entender o grande mistério que envolve essa
proto-essência. Pois, na verdade, todas essas propriedades são primeiras, nenhuma pode ser mais primeira que a outra, e apenas para efeito de reflexão
é que estabelecemos essas relações, que são básicas para o universo, que não mais pode ser considerado como algo inerte: o universo todo e todos os universos de universos são basicamente formados de AMOR. A energia é uma forma de AMOR. A matéria é uma forma de AMOR. Tudo que existe é uma forma de AMOR. Tudo o que existe, porque só pode emanar da
proto-essência, que nada admite fora e além dela, é constituído de vida, de luz, de amor. DE AMOR, BASICAMENTE!!!
At 17:28 porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração.
Nós existimos, nos movemos e vivemos no UM PRIMEIRO E ÚNICO, numa dimensão muito especial do UM PRIMEIRO E ÚNICO, cujo fundamento é o AMOR. Na próxima mensagem,
refletiremos sobre essa dimensão tão especial, que existe no seio do UM PRIMEIRO E ÚNICO.
"Portanto o que a ciência sobre a Energia Ponto Zero está enfocando é que devemos mudar primeiro nossa estrutura interior para poder mudar as estruturas ao nosso redor.
Assim começaremos a experimentar imensamente este
campo de amor infinito no qual todos os seres estão mudando, crescendo e evoluindo.
De fato, o que esta nova ciência nos está demonstrando, é que
toda a matéria e energia são formas cristalizadas de amor.
A luz é amor cristalizado e
a matéria é luz
cristalizada. Assim é que, no fundo,
tudo está feito de amor, só que em diferente espaço ou formas.
"
O AMOR na base de tudo, como fundamento de tudo!!!
Dia 27 de junho de 2006, navegando pela Internet, encontrei o artigo Jesus Cristo nunca existiu, que me lançou num lago de desespero: o Autor alinha fatos históricos irretorquíveis que comprovam à farta a sua tese. Tendo lido o artigo, mergulhei num estado de intensa angústia, e voltei ao Egito, de onde pensava ter saído definitivamente pela mão divina de Jesus Cristo, a quem um dia tomei por meu único e eficiente Salvador, um dia, há coisa de três anos. Hoje decidi achar um caminho para sair do poço onde me encontro, e quiçá ajudar a alguém que se encontre em estado semelhante ao meu: sem chão, sem céu, sem fim. Comecei, pesquisando a palavra Deus, e logo me deparei com o seguinte artigo Existência de Deus - Monfort, alinhando as cinco vias de demonstração da existência de Deus, de São Tomás, e explanando-as:
* Iª Via - Prova do movimento
* IIª Via - Prova da causalidade eficiente
* IIIª Via - Prova da contingência
* IVª Via - Dos graus de perfeição dos entes
* Vª Via - Prova da existência de Deus pelo governo do mundo
Depois que entrei naquele estado de desesperança, pedi fracamente a Deus que Ele me enviasse um sinal, que pudesse me servir de alento. E ontem, ao escurecer, recebi uma visita rápida de um amigo ex-aluno chamado Marco, que me trazia três presentes: um pé de alface, um pé de chicória, e uma pedra de goiabada cascão. E me disse: "Vim para te dar parabéns pelo dia de ontem."
Não entendi o que dizia pois não havia qualquer motivo concreto para essa atitude, não para mim. E continuou: "Ontem o céu estava tão lindo, que me senti no colo de Deus, que me senti no colo de Deus!" Eu o abracei, dizendo apenas: "Obrigado!", sem entender bem o que estava acontecendo, pois no dia anterior eu estivera atolado nos lamaçais pútridos do Egito. E logo se despediu, dizendo-me que logo me procuraria para conversarmos, como tantas vezes fizemos. Perdera tudo, mas não perdera a razão nem a minha tendência para o misticismo. E comecei a pensar mais tarde: "Seria o Marco, o marco, o sinal, mais que isso: o portador do sinal? Lembrei-me de que um dia lhe dissera que para mim Deus tinha de ser um Ser pessoal, Alguém em cujos braços pudesse me aninhar, que não aceitava de jeito nenhum a existência de um Deus impessoal e distante, tipo nirvânico. Nesse momento entendi a possível razão do seu agradecimento: ele me agradecia porque eu de alguma maneira o preparara para aquele encontro. Então
comecei a refletir sobre os presentes.
Alface, al face, al = outra coisa; face = aspecto, coisa que se vê. O que se vê, outra coisa! [No momento que digitei o ponto-de-exclamação, um arrepio me percorreu o corpo todo, como se algo ou alguém me estivesse mandando uma mensagem de assentimento.]
E pé é base, é coisa fundamental, que deve ser levada em conta com muito carinho e atenção.
E chicória? Chico, ó, ria! Chico, em espanhol é pequeno, menino. Seria isso uma mensagem embutida no sinal?
Para mim que era choro interno e ranger de dentes, isso não pode ser uma mera coincidência. E eu tenho realmente a mania de desmembrar palavras, para ver como são formadas ou etimologicamente ou não. O emissor deveria saber muito bem desse meu sestro lingüístico.
E a pedra (é assim que a chamamos) de goiabada cascão? Goiabada é um doce muito comum aqui na região onde moro, seja talvez o top of mind em se tratando de doce caseiro. E goiabada, estava pensando agora, poderia ser desdobrado em go + ia + bad + a. Vá! Ia mau a, mau princípio.
O site (agora é que caio em mim) em que se encontra o artigo demolidor é http:/www.umanovaera.com.
(Fazia muito tempo que o Marco não me visitava; pensava até que não viesse mais me visitar, e ele chega num momento crucial desse tamanho, na hora mais inesperada, com
os presentes mais inesperados! Inesperados, sim, porque antes ele me presenteava com geléia de mocotó. Ele chegou ao escurecer, coisa que nunca tinha acontecido antes,
trazendo um abraço amigo, um gesto de gratidão.)
E não podemos nos esquecer de que a goiabada é um doce muito gostoso. É um doce que tem de ser digerido com cascão e tudo, pois o cascão é uma propriedade dele. Isso poderia significar que eu deveria engolir aquele artigo-cascão, que ele no final seria doce, e não amargo ou azedo. Mas que estivesse bem ciente de que a face é outra coisa, não é a coisa em si, a coisa verdadeira.
O Michaelis Eletrônico nos diz que marco é um sinal, um sinal de demarcação, de balizamento. A pedra de balizamento, estabelecimento de parâmetros, tinha de ser doce. Se provocasse amargura, não seria uma pedra de balizamento válido, confiável.
E teria o Marco sido mesquinho me trazendo 1 pé de alface, 1 pé de chicória e 1 pedra de goiabada cascão? Nisso também pode-se ver uma mensagem: o sinal de balizamento, a face verdadeira, que faz o menino sorrir tem de ser um só, e é fundamento e tem de ser doce. E (acrescentado no dia 18/07 em uma releitura:) o um manifestado em três modos: a outra face, a face verdadeira; a exortação ao riso, ao gozo; a doçura (real) da aparência. E mais: o caminho da doçura é o top of mind, o melhor que a mente pode produzir. O caminho da verdade é um caminho de luz e de gozo e de êxtase!)
Espero que o leitor tenha lido com atenção ambos os artigos aqui citados e tomados como base de argumentação dessa busca. E que se convença de que o essencial não é aquilo que aparece, que se manifesta, que se registra historicamente. O essencial transcende o meramente factual e tem primazia sobre ele.
É como se o Ser Divino estivesse agora tendo este incrível sonho, sonhando com todos nós. O que está acontecendo agora é que os humanos individuais que acreditam estarem separados, estão começando a despertar e a dar-se conta de que somos unos com esse Ser infinito. Como os humanos estão despertando deste sonho de separação, então todo o fundamento do medo desaparece. Portanto, creio que este novo conhecimento da ciência sobre a Energia Ponto Zero nos está ajudando a perceber com uma claridade maior a verdade espiritual de nossa unicidade."
Neste ponto, podemos estabelecer que o universo e tudo o que existe ou venha a existir é, na verdade, manifestação de uma Causa Primeira, e "Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo:"Causa das causas, tem pena de mim"."
Vamos de ora em diante chamar a essa proto-substância de UM primeiro e único. Com toda reverência. E com toda reverência vamos procurar refletir sobre as propriedades do UM primeiro e único.
1.
UNIDADE
Ele tem de ser único, não havendo nem um outro em seu plano de existência, nem acima, nem ao lado, nem abaixo. Pois se isso acontecesse, Ele deixaria de ser a Causa
das Causas. Ele tem necessariamente de ser único, único no seu modo de ser, conglobante de tudo o que existe, de tudo o que é. Nada absolutamente nada fora dEle,
tudo absolutamente tudo, dentro dEle. E o fora, se o fora existir, também está dentro dEle, e o além do além do além, se existir, se for, também está dentro dEle:
não há criatividade, seja de que magnitude for, que poderá criar ou manter algo fora dEle. Essa é a característica mais importante para o nosso caminhar, para o
nosso refletir, pois servirá de base de prova para tudo que venha a ser dito. Nada antes, todo
o demais depois. Nada fora, tudo dentro. O UM único não admite, já por definição, o
Outro, no único plano de ser, que é único e que é dEle, unicamente dEle. O que poderia ser ou existir fora dEle? Nada, nem mesmo o Nada. Ele é o possessor primeiro e
único de tudo que já foi criado, de tudo que se criará. Por mais que naveguemos em Sua substância, que é nula, infinitamente nula, que é infinita, nulamente infinita, jamais
acharemos qualquer fronteira além da qual possamos estar fora dEle. Pois em verdade, em verdade, só existe, só é, o UM. O Céu está, existe, é, no UM. Os Céus dos Céus estão
existem, são no UM. O Bem está no UM. O mal está no UM. O Inferno está no UM. Nada, absolutamente nada, pode estar, existir, ser, fora do UM. E tudo Ele criou em Si, em Sua
mesma substância, e não há sequer um neutrino, um bóson, um quark, absolutamente nada, que esteja fora de
Sua jurisdição. Um item de existir, só existe porque Ele o criou, porque
Ele permitiu que fosse criado por Ele, em Sua substância: não existe material
ôntico de construção fora dEle. Nada antes, tudo depois. Nada fora, tudo dentro. O UM é um. O UM é uno. O UM
é único. Unicamente único. Singularmente único. Pluralmente único. Diversamente
único.
O UM é UM.
2.
INFINITUDE
Ele tem de ser infinito, para poder comportar em Si todas as manifestações atuais e potenciais de tudo o que existe, pois nada, absolutamente nada, pode existir fora dEle,
gozando do status do Seu nível e modo de SER. Suas mesmas possibilidades e potencialidades latentes quando manifestas geram outras possibilidades e potencialidades
latentes, num processo em cadeia que jamais poderá chegar a um fim: pois toda latência, para que a proto-essência jamais deixe de se controlar totalmente a si mesma,
e seja surpreendida pelo acaso, ou pela rebeldia, ou pelo motim, traz em si mesma em semente toda latência possível,
inserta primalmente no UM.
3.
ETERNIDADE
Ele tem de ser eterno, tem de durar para sempre, não tendo início, nem fim, pois se assim não fosse, um dia Ele deixaria de ser UM, e isso é impossível, porque,
por definição, o UM é UM, e não pode deixar de ser UM nunca. Sendo único, jamais poderá
deixar de existir, pois nada há que possa destruí-Lo, pois nada existe fora dEle que possa com Ele digladiar,
em Sua dimensão de SER. Ele é, pois, inaniquilável, indestrutível. Irredutível,
pois, sendo um, não se pode reduzir
a um nível menor de unidade. Sendo um, nada há que possa se Lhe opor. Não existe unidade menor (ou maior) que o um. 1 = 1.
4.
ORIGINALIDADE
Ele tem de ser a origem de tudo o mais, senão haveria uma outra proto-essência anterior a Ele, e isso, por definição, é impossível.
E a proto-essência traz em si todas as possibilidades e potencialidades de
manifestação. Ninguém, seja o ser criado da mais alta envergadura, pode de
per si, criar ou inventar algo que seja original, algo que já não exista em
potência de existir. A invenção como tal não existe; o único que existe
são descobertas. Se um ser criado imaginar um universo de manifestação mais
perfeito (Se isso fosse possível!) do que este em que vivemos, ele estaria
simplesmente descobrindo alguma coisa. Se você pode imaginar um universo
de existir em que não haja morte, em que não haja sede, em que não haja fome, em
que não haja injustiça, em que não haja crime, em que não haja poluição, em que
não haja dejetos, em que não haja doença, em que não haja a dor, em que .......
, então esse universo já existe, e aguarda o momento de sua manifestação.
Ou você pensa que poderia imaginar algo que já não exista em potência?
Pode dar asas infinitas à sua imaginação, e engendrar o universo mais
confortável que exista, que você estará apenas imaginando algo cheio das
imperfeições que você projeta sobre ele, pois você não é capaz de fazer um
universo auto-sustentável por leis universais. Se você quiser aceitar uma
doutrina que seja mais inspirada pela misericórdia, então aceite-a, mas não se
esqueça de que Deus tem algo muito melhor preparado para você. O medo da
morte absoluta gerou a crença na reencarnação, e muitos aderiram a ela, e nela
se sentem bem. E nesse sistema passam a existir, mas, como o sistema não é
perfeito, porque tem nele inscrito o medo, um dia ele deixará de existir, para
ceder espaço a um sistema melhor. A reencarnação existe, sim, para aqueles
que nela acreditam e nela têm sua razão de ser, de existir. Mas para
muitos ela não existe: não tem razão de ser. Para esses, que já vislumbram
um melhor caminho, ela tem o mero status de superstição, de ilusão, de mentira.
Se a reencarnação não existisse, então ela não estaria em potência na
proto-essência, pois nada existe que possa estar fora do UM. Muitas coisas
há para se manifestar ou não, mas cada uma delas já está plenamente programada,
e o único que o criado, a criatura, pode fazer é descobri-la, trazê-la a nível
de manifestação. E Ele, sendo UM eternamente, não pode ser manifesto em Si mesmo,
pois o Seu modo de ser é inimaginável. O homem pode ver o que vê, o que imagina,
o que sonha, o que intui, o que profetiza, e só. E ele sempre acessa tão
somente o objeto. A potência transformada em ato. E Deus é pura
potência: Ele só pode ser sujeito; jamais objeto de observação. Ele tudo vê e de ninguém é visto:
5.
NEUTRALIDADE
Ele tem de ser totalmente neutro, para poder assumir qualquer aspecto: teria de ter em equilíbrio e em potência todas as manifestações polares que
constituem a realidade: o frio e o quente, o positivo e o negativo, o ínfimo e o máximo, o alegre e o triste, a raiva e a bonomia, a justiça e a injustiça, o vísivel
e o invisível, o pesado e o leve, o possível e o possibilível, a
potencialidade e a potenciabilidade, e tudo o mais, que se pode polarizar. E tudo pode-se polarizar.
6.
ALOCALIDADE
Ele tem de ser alocal. Não poderia estar em parte alguma definida e exclusiva,
isso para poder estar em toda e qualquer parte. E tem de estar inteirinho em cada parte, por
mínima que seja, para que parte alguma sua escape ao seu estrito controle. Quem já explorou um fractal tem uma boa idéia de alocalidade; magnificando um ponto, não
temos um ponto magnificado, mas uma outra imagem ampla e completa e
também alocal. E quem já ouviu falar em um holograma bem sabe que seus pontos além de serem alocais (não podendo ser situados no objeto que representa) são também
sementes do mesmo todo a que pertence. Se se tentar isolar uma folha no negativo holográfico de uma laranja com folha, não se conseguirá, pois a dita folha contém
a imagem da laranja toda, e com a folha que estamos tentando isolar. Mais informações sobre o holograma na
Mensagem 15
7.
ADIMENSIONALIDADE
Sendo alocal, não podendo ser delimitado, tem de ser adimensional, e isso para poder comportar todas as dimensões. E isso seria figurado pelo ponto geométrico que
é uma entidade geométrica
que se define pelo cruzamento de duas retas que, por sua vez, se definem por ser uma distância infinita de um ponto a outro, comportando apenas a longitude, tendo
espessura zero. É um ente que temos de aceitar racionalmente, mas que não podemos entender. O zero, na realidade, é apenas e tão somente um convergir assintótico
para o nada, que jamais poderá ser atingido, residindo nele todos os mistérios e paradoxos que comportam a proto-essência, que constitui o UM primeiro e único.
Tão inatingível quanto o infinito, o nada é e será para sempre o supremo mistério para o homem, para a mente humana, por mais desenvolvida que ela seja.
Se multiplicássemos a nossa capacidade de mentar ao infinito, ainda assim essa entidade estaria infinitamente distante de qualquer entendimento. Neste ponto do
texto, decidi entrar na Internet, ao artigo do cientista americano Mark Comings, ENERGIA
PONTO ZERO, já citado acima, de que extraio o seguinte trecho:
TRANSTRANSCENDENTALIDADE
Ele tem de ser transcendentalmente transcendental, para, sem deixar de ser o que é, poder ser todas as possibilidades de ser em potencialidade. Seria a cada instante,
que não é instante, cada vez maior do que Ele mesmo, sem deixar jamais de ser Ele mesmo. (Apenas o paradoxo pode nos fornecer uma pálida imagem daquilo que aqui estamos
dizendo.) Ele teria de, sempre e sempre, transcender-se sem jamais se transcender. O homem é bem uma imagem bem pálida disso: a cada momento, por conta dos
inumeráveis estímulos a que está exposto, ele é cada vez mais, mas nunca deixa de ser ele mesmo, jamais perdendo a sua identidade, a não ser em casos de exceção.
Casos que a ciência não consegue entender, na verdade.
9.
PERFEIÇÃO
Ele tem de ser perfeito, totalmente feito, sem coisa alguma deixada por se fazer. É totalmente terminado, não podendo, portanto, se modificar em nada daquilo que é.
E, sendo perfeito, seria o padrão eterno para Si mesmo, e para tudo que dEle se originou, se origina e venha a se originar.
10.
ATEMPORALIDADE
Ele tem de ser atemporal, para nEle se incluírem todas as possibilidades de tempo e de duração. Seria Ele a mesma matriz de todas as modalidades de duração e tempo
imagináveis e inimagináveis. A mesma eternidade seria uma mera modalidade da duração no seio da proto-essência que O constitui.
11.
OMNIPRESENÇA
Como conseqüência da alocalidade, Ele tem de ser omnipresente: tem de estar inteirinho com todas as suas possibilidades e potencialidades em toda parte que Dele fizer
parte, e para que não houvesse mais de uma proto-essência, ela nem se multiplicaria, nem se dividiria,
naquele mistério semelhante ao do holograma. A proto-essência que o constitui tem de ser uma (a laranja, no caso), ser uma em todas as partes (na folha, no talinho
da folha, numa seção qualquer da laranja com a folha), sem deixar de ser uma (a laranja com a folha) em si mesma em toda e qualquer parte de si mesma.
12.
AFIRMAÇÃO
Ele tem de ser afirmação absoluta, nada podendo negar em si mesmo, pois se negasse uma mínima parte de Si mesmo, por menor que fosse, estaria se negando a Si mesmo,
e Se
destruiria, já que se encontra inteirinho em cada parte de si mesmo, que é uma e uma só. A destrutibilidade não pode fazer parte de nenhuma parte no UM. A palavra destruir,
como operacionalização de negar, não tem guarida no seio do UM: ninguém nem nada pode ser destruído definitivamente, pela simples razão de que o UM não pode se
negar - reduzir-se a nada - em nenhuma parte dEle mesmo, seja esse ser um anjo do mais alto zênite, seja esse ser um demônio do mais ínfimo nadir.
13.
OMNIPOTÊNCIA
Ele tem de ser omnipotente, podendo tudo em todas as coisas, em todas as suas partes, não só controlando essas coisas (que é uma só, não nos esqueçamos) a partir
de dentro, como também dirigindo o seu mesmo evoluir, sendo, em verdade, esse mesmo evoluir. Para Ele tudo é possível. Aquilo que para o homem é uma impossibilidade,
às vezes já roborado muitas e muitas vezes pela experiência, para Ele é algo tão possível quanto qualquer outra coisa.
14.
OMNISCIÊNCIA
Sendo Um, tem pleno conhecimento de Si e de todas as Suas partes, já que está, é, uno em cada uma das Suas partes.
Nada poderia acontecer em qualquer de Suas partes sem que Ele tomasse conhecimento, pois é da Sua natureza ser integralmente lúcido em qualquer uma de cada uma das Suas:
partes: Ele, sendo Um, sabe tudo sobre si mesmo, pois o UM é o TUDO.
15.
LUZ
Ele tem de ser LUZ, pura LUZ, pois, conhecendo-se de uma forma absoluta, toda parte dEle mesmo tem de estar plenamente iluminada para Ele, nada ficando para Ele em
oculto, não podendo nEle haver trevas, nem escuridade, estando tudo imerso em plena luz, para que nada possa se esconder de si mesmo.
16.
AMOR
Ele tem de ser a mais alta forma de AMOR, pois se assim não fosse, ELE já se teria autodestruído: para se manter infinitamente como SER, Ele tem de amar a Si mesmo,
Ele tem de gostar de Si mesmo, de cada parte de si mesmo, que é uma só. Ele tem de ter uma relação consigo mesmo de Amor, ou de algo que se zeniticamente lhe assemelhe.
Se Ele deixasse de amar a qualquer parte de si mesmo, ou amasse a qualquer parte de si mesmo com mais fervor, ou com menos fervor, então estaria odiando as demais,
e o ódio em qualquer das partes O destruiria. E isso é impossível porque Ele é formado de uma só parte.
17.
ACEITAÇÃO
Como conseqüência, Ele tem de ter uma relação consigo mesmo de absoluta aceitação. Ele teria de se aceitar integralmente, sem condenar ou menosprezar qualquer uma
de suas partes. Se isso acontecesse, Ele se condenaria a si mesmo, e deixaria de ser Um, deixaria de ser. E tem de aceitar cada uma de suas partes da mesma maneira:
com amor, com indizível amor. Por isso está escrito:
Rm 2:11 pois para com Deus não há acepção de pessoas.
18.
CONSCIÊNCIA
Por tudo que foi dito, tem de ser consciência pura, já que nada pode lhe escapar ao saber e ao conhecimento. Teria de ter consciência de si mesmo, e consciência integral de si mesmo em cada uma de suas partes, sendo coconsciente de cada uma de suas partes.
19.
IMPARCIALIDADE
Ele tem de ser absolutamente imparcial, absolutamente justo, pois não pode ter atitude diferente para nenhuma de suas partes, que são uma só. Sendo essencialmente Um,
Ele tem de ser um, o mesmo, para cada parte que o compõe, que é uma só. Se qualquer parte fosse tratada com injustiça, ou leniência, ou complacência, aquela parte
deixaria de ser una com Ele, e nEle se implantaria o caos, a desordem, a rebelião, a destruição dEle mesmo, pois a destruição de qualquer parte Sua seria a Sua
mesma destruição.
20.
FIDELIDADE
Ele tem de ser perfeita fidelidade em Si mesmo e em cada uma das Suas partes: se traísse uma parte, ou mentisse a uma parte, ou se ocultasse ainda que minimamente de
(em) alguma parte, Ele estaria traindo a Si mesmo, e Se destruiria, pois não pode deixar de ser uno: só como uno pode existir, pode ser.
21.
ORDEM
Ele tem de ser a mais perfeita ordem, para que não ocorra que algo fique ao acaso e esse algo acaso desenvolva um processo próprio de existir,
fora da Sua ciência, do Seu controle, da Sua unidade. O caos, mínimo que fosse, em qualquer mínima parte dEle, lançaria o todo no caos, na desordem, na autodestruição.
22.
EMPATIA
Ele tem necessariamente de ser empático, para poder sentir tudo em todas as coisas (que para Ele é uma só), e nada deixar de detectar de tudo que se passa em Si mesmo.
23.
BENIGNIDADE
Ele tem necessariamente de ser bom, ser de tal forma constituído que cumpre rigorosamente o que tem de cumprir, e isso, em verdade, é uma só coisa.
Tem de acatar rigorosamente os direitos e prerrogativas de quem os tenha, tendo como alvo único fazer o bem indiscriminadamente.
Se deixasse de ser bom para uma mínima parte sua, deixaria de ser uno, e não podendo ser outra coisa a não ser uno, Se destruiria a Si mesmo.
24.
VIDA
Ele tem de ser vivo, ou melhor, de ser a mesma vida, pois uma proto-essência inerte em si mesma, sem consciência de si e de suas potencialidades, não teria condições
de controlar-se e dirigir-se, sem provocar o caos. Nela, em verdade, não pode existir o caos; aquilo a que chamamos de caos não passa de uma ordem de organização de
grau mais elevado que a ordem normal. O estudo dos fractais, em muitas aplicações práticas, demonstrou claramente isso. O fator chamado randômico não passa de uma
determinação de grau mais elevado que os não randômicos. Um pouco antes de redigir o texto desta propriedade necessária da
proto-essência, pesquisei "bóson", e
encontrei um artigo do Dr. João Suassuna, A Partícula de Deus: Bóson ou
Bíon?, do qual extraímos o seguinte trecho, do qual destacamos uma parte:
IDENTIDADE
Para preservar a identidade de Si mesma, para não se perder em difusão ou
implosão, a proto-essência constituinte do UM primeiro e único tem de necessariamente comportar três forças básicas:
coesão, a tendência de se agregar a si mesma.
Se não houvesse, ela se dispersaria e se perderia de si mesma. Se só houvesse essa força, ela se auto-esmagaria, se auto-aniquilando. Assim, tem de haver
uma força que se lhe oponha, a repulsão, a tendência de se desagregar de si mesma; e, para contrabalançá-la, tem de haver a
atração, a tendência
de se reagregar a si mesma. A identidade do UM só pode ser preservada estático-dinamicamente, pois tendo vida, tem de pulsar, de vibrar. Podemos figurar essa propriedade
como
linhas de força de mesma intensidade, em equilíbrio, dispostas em triângulo eqüilátero:

IMPONDERABILIDADE
A proto-essência, a proto-substância, que constitui o UM primeiro e único, sendo adimensional, tem necessariamente de ser absolutamente imponderável;
não apresentando nem peso, nem massa, para poder conter em Si em potencialidade todas as manifestações de peso e massa. Se tivesse massa, por mínima que fosse,
excluiria todas as demais, latentes no Seu seio. E Ele não poderia ser a matriz, como é, de todas as potencialidades, de todas as possibilidades, de todas as latências.
Nós vimos que o UM primeiro e único, para eternamente ser primeiro e único, tem necessariamente de ser inatingível, podendo ser representado por uma
convergência em demanda do zero e/ou do infinito; do zero por infinita condensação da energia, do infinito por infinita doabilidade de Si mesmo. E isso é o máximo
que podemos avançar com nossas atuais categorias mentais e avanço da ciência e do conhecimento. Mas, seja qual for a representação assumida de convergência infinita,
ELE tem necessariamente de ser eternamente inatingível. É, pois, a inatingibildade uma de suas propriedades mais marcantes e idiossincráticas. E para ELE ser eternamente
inatingível, Ele tem de ser eternamente atingível, como um ponto do qual eternamente nos podemos aproximar (de aí a sua atingibilidade) sem jamais alcançar
(de aí a sua inatingibilidade). E para que isso seja assim, tem de haver uma barreira intransponível entre o UM primeiro e único imanifesto e o UM primeiro
e único manifesto. Porque se só há um UM primeiro e único, ELE tem necessariamente de ser TUDO O QUE EXISTE em outro nível de manifestação que não o SEU. ELE
se manifesta em TUDO O QUE EXISTE, mas o TUDO QUE EXISTE jamais poderá ter em si em manifestação tudo aquilo que o UM primeiro e único é. TUDO O QUE EXISTE
é uma convergência infinita em busca do UM primeiro e único atingível-inatingível. TUDO O QUE EXISTE pode expandir-se infinitamente, num processo
de desimplicamento, de desdobramento, infinito e infinitamente modal. Se fosse diferente, o UM primeiro e único deixaria de ser o UM primeiro e único, e isso
é já por definição impossível. E qual a relação que tem de haver entre o UM primeiro e único e TUDO O QUE EXISTE? Tem de ser uma relação de paternidade, de
PAI para FILHO, pois TUDO O QUE EXISTE só pode ter sua origem no UM primeiro e único, pois não há nada nem ninguém além do UM primeiro e único que possa
ser a causa formante de TUDO O QUE EXISTE. E essa relação só pode ser baseada no AMOR, pois só o AMOR se doa integralmente, empaticamente, e o UM primeiro
e único se doou integralmente, empaticamente a TUDO O QUE EXISTE, tanto assim que existe, é, integralmente em toda e qualquer partícula de TUDO O QUE EXISTE.
E sente, não de fora, mas de dentro, tudo aquilo que sente TUDO O QUE EXISTE. SEU AMOR é tão imenso por TUDO O QUE EXISTE, que não lhe seria possível deixar
de externá-lo integralmente, internando-o integralmente em TUDO O QUE EXISTE. O amor que sentimos ou dizemos sentir por alguém é um mero reflexo
infinitamente atenuado do AMOR, mas às vezes se manifesta grandioso e incondicional como na Madre Teresa de Calcutá. E para que esse esquema
funcione sem erro, sem possibilidade de erro, o UM primeiro e único tem de Se salvaguardar seguramente em tudo aquilo que ELE é, para que jamais
possa ser atingido por alguém, e a magia santa se desfaça em ponto de chegada. E isso é impossível. E para que seja eternamente impossível que alguém
o alcance, ELE estabeleceu entre SI mesmo e TUDO O QUE EXISTE uma barreira intransponível.
E como seria constituída essa barreira? É-nos lícito refletir sobre tão grandioso mistério? Está escrito na Palavra que devemos amar a Deus com todo nosso entendimento.
Com toda nossa capacidade de nos estendermos reflexivamente em direção àquilo que é, a tudo aquilo que é, nada ficando defeso à nossa (fraca) perscrutação.
Apenas para podermos entender um Arquétipo Sagrado, vamos figurar. Atualmente e sempre há dois níveis de haver: o SER e o ESTAR: duas substâncias: a ESSÊNCIA e a ESTÂNCIA, sendo esta uma mera manifestação daquela, porque em verdade, só existe uma substância, a do SER, a do UM primeiro e único. Portanto, essa barreira santa só pode ser constituída de duas substâncias: a ESSÊNCIA e a ESTÂNCIA, sendo esta uma como morada da primeira, já que a ESSÊNCIA permeia a ESTÃNCIA e se intermixa integralmente com ela, sendo ela mesma em verdade. Assim, vamos figurar a ESSÊNCIA do UM primeiro e único como uma circunferência de raio infinito e a ESTÂNCIA de TUDO O QUE EXISTE como uma circunferência de raio infinito sobreposta intermixadamente à primeira. E é muito, muito mais que intermixadamente, mas seja essa uma aproximação noética para podermos continuar com a reflexão. E não são circunferências, mas esferas; e não são esferas, mas hiperesferas, e não são hiperesferas, mas ... Asim deve ser lido o gráfico abaixo:

SANTIDADE
A substância do UM primeiro e único tem de necessariamente ser santa, separada, pura, sagrada, limpa. Santo em hebraico é qâdôsh, separado, santo, sagrado,
e qâdôsh provém do verbo qâdash, ser limpo, ser separado. No grego, santo é αγιος, puro, sagrado. Essa
palavra tem raiz em αγος, coisa terrível, coisa tremenda.
O homem tem de ter diante do Senhor uma atitude de reverência, e muito mais do que isso, uma atitude de temor, pois sendo santo, separado, ELE é absolutamente
imparcial, e não se deixa comover por argumentos ou justificações que não estejam de acordo com a Sua insubornável justiça. E quando tememos o UM primeiro e único,
tememos também toda autoridade que dELE emana, pois que é fundamentada numa base sólida de verdade. Temê-Lo é ter diante dELE uma atitude de sumo respeito,
não mascarando ou fantasiando aquilo que ELE é. Apenas as premissas baseadas arquetipicamente - e sem qualquer racionalização - na Sua mesma substância una é que
têm força de verdade, não podendo ser negadas ou minimizadas por ninguém que tenha uma inteligência honesta. A sabedoria só pode ter um fundamento: o UM primeiro
e único. O que não se conforma com qualidades que lhe são necessárias PELO FATO DE ELE SER UM, não tem condições de prevalecer como argumento ou premissa válida.
Por isso, ao examinarmos um assunto, qualquer que ele seja, temos de nos precaver seriamente, para não cairmos no engano ou no logro. Se tem fundamento no UM
primeiro e único, então, podemos seguir o caminho da explanação com segurança, com segurança relativa, pois que estamos em pleno seio da dualidade, e isso
acarreta uma dificuldade de raiz: como pode a dualidade entender a unalidade? Estabelecido que uma premissa ou declaração ou argumentação tem fundamento
no UM primeiro e único, então, cientes que somos de que estamos na dualidade, sigamos o caminho com toda a cautela possível, para que o que digamos assintote
cada vez mais AQUILO QUE REALMENTE É. É por isso que está escrito:
Observando a Árvore da Vida, notamos que ela apresenta três pilares: o da esquerda, negativo,
o de recepção, o da Severidade; o do meio, o de conciliação, o também chamado da Suavidade, o do Equilíbrio; o da direita, o positivo, o de doação, o da Misericórdia.
Binah é a sefira, a emanação do UM em manifestação (Kether = Coroa) em seu aspecto feminino, em sua função de receber, de aceitar, de acolher o que vem do Alto.
Seria ela o momento mais alto de recebimento de uma inspiração, de um insight, para o homem. Quando o homem está desperto para ela, ele tem claro discernimento
para entender de acordo com o seu nível de manifestação aquilo que está recebendo: se é do Alto, se é do Baixo.
Chokmâh é a sefira em seu aspecto masculino, de usar, de aplicar, de doar. O homem em sua função de doar, de doar-se em sabedoria, quando já desperto
para essa potencialidade. É a capacidade de pôr em prática de maneira automática aquilo que sabe, que recebeu do Alto.
"Daath se situa acima e entre Chokmah e Binah. É o conhecimento. Representa uma falsa sephirah porque não é uma emanação independente como as outras dez. Ela depende
de Chokmah e Binah. Também é considerada como a imagem de Tipareth (Tepheret). É o abismo, o caos aleatório do pensamento."
Daath é o repositório e a capacidade que o homem tem, em um alto nível, de conhecer a verdade como se
ele fosse uma testemunha do fato. É o inexprimível que se
impõe por si mesmo diante da consciência do homem (o pilar central também é conhecido como o da Consciência) como um fato inquestionável, que se situa para além
da possibilidade ou necessidade de apresentação de provas. Daath, arrisco dizer, tendo em conta suas características intrínsecas, seria a mesma Fé, que
Paulo assim define:
Acima está o essencial para os objetivos da presente mensagem. Vou insistir: procure adquirir o livrinho
Cabala, a Árvore da Vida, da Editora Três. Será uma
leitura muito proveitosa.
Assim, a santidade deve ser entendida como um estar separado de todas as outras coisas, que em verdade não são, não existem, só existem. Entre o UM primeiro e único
e TUDO O QUE EXISTE existe uma separação infinita em grau, eterna em duração. E a santidade é pureza, limpeza. Nada existe ou existirá que poderá macular ainda
que tenuemente a santidade do UM primeiro e único. É o que acontece na Árvore da Vida em relação a Kether, que se mantém no Alto, no pilar central do
Equilíbrio, separado de todas as outras emanações (e unido a todas elas), dominando, santo, sobre todas as demais. Eu não entendia bem o que é uma coisa ser pura
até o dia em que tive um sonho muito breve: havia uma parede muito branca, e lama e pó eram lançados contra ela, e ela permanecia pura sem qualquer
mínima tisna
sobre sua superfície que continuava tão branca quanto antes. E mais: o pó continuava pó sem se misturar ou sem se aderir à parede,
e o mesmo acontecia com a lama que continuava limpa em si mesma. O que é puro, é santo, é intocável, é inatingível. E todas as coisas e seres que
existem são santos em si mesmos. Uma outra característica inerente à santidade é que ela provoca medo, temor, tremor. Diante do UM primeiro e único a atitude
de TUDO O QUE EXISTE deve ser de reverência, de temor, porque ELE é inabalável e nada nem ninguém o faz mudar de atitude, que é uma só eternamente: a de ser o UM
primeiro e único e portar as propriedades únicas que o constituem imutavelmente.
29.
IMUTABILIDADE
O UM primeiro e único tem de ser dotado de uma substância absolutamente imutável. Nada há ou poderá haver que possa fazer com que ele mude naquilo que ELE é. Por isso
está escrito:
Todas as propriedades que acima foram examinadas, sendo necessárias no UM primeiro e único,
são também necessárias em TUDO O QUE EXISTE. A diferença é que no UM primeiro e único elas estão em essência, e no TUDO O QUE EXISTE elas estão em estância, em estado,
em processo, em desenvolvimento, em revelação, em apocalipse (=afastamento do véu). Tudo o que existe caminha eternamente em direitura de uma maior revelação de si mesmo.
Assintoticamente. Assintoticamente: cada vez mais próximo, cada vez tão distante. Mas o caminho só existe por causa do AMOR, que necessita do AMADO, num jogo santo
de união-separação. Não há nada mais próximo de cada de um de nós do que o UM primeiro e único.
Em verdade, em verdade.
30.
VERDADE
Ele tem de ser verdade, pura verdade, sem qualquer sombra de mentira. Qualquer foco de mentira, por mínimo que fosse, seria a semente da dúvida,
a semente da dualidade em Seu mesmo seio, e isso é impossível, pois por definição Ele é único, uno, constituído de uma só substância una e absolutamente homogênea.
Homogênea = capaz de gerar apenas a si mesma, e isso nem é necessário, já que Ele é uno, uniforme. Por isso está escrito que Deus não mente.
Ele não pode gerar em nenhum nível de manifestação aquilo que ele não é; por isso, a verdade permeia soberana todo e qualquer nível de manifestação.
Onde for procurada, ali ela se encontra, pura; às vezes disfarçada debaixo de muitos véus. A verdade, para não deixar de ser verdade, jamais pode se negar em
qualquer parte do UM primeiro e único, que é uma só. Nem pode se negar em TUDO O QUE EXISTE. E em TUDO O QUE EXISTE, a verdade, para não se negar jamais,
assume infinitas formas, para poder estar ao alcance de qualquer um um
(sic). Veste-se de véus, ou mais espessos, ou menos espessos, mas está sempre pura e limpa
e imaculada embaixo deles. Um aborígine tem dela a visão que pode ter, que precisa ter; um ateu tem dela a visão que pode, que precisa ter; um depravado tem dela
a visão que pode, que precisa ter; um santo tem dela a visão que pode, que precisa ter, um budista tem dela a visão que pode, que precisa ter, um evangélico
tem dela a visão que pode, que precisa ter. Mas nem o santo, por mais elevado que seja, pode detê-la, pode apreendê-la em totalidade. Ninguém jamais poderá
atingi-la em totalidade, pois ela é substância do mesmo UM primeiro e único. A verdade é misericordiosa: jamais se nega a alguém, assumindo para cada um
uma feição ótima para o seu atual quadro consciencial do seu
estar-sendo. A verdade, no Relativo, se relativiza, sem deixar de ser absoluta. Não tenha, pois, ninguém
a presunção de dizer: "Eu tenho a verdade". Pois, em verdade, em verdade, é Ela que nos tem.
31.
SOM
Uma coisa que eu não conseguia ver, ainda em figura, ainda em figura esvaecente, era o som no UM primeiro e único. Todas as demais propriedades por si se impunham
como irretorquíveis, mas era-me difícil extrair do
1 qualquer propriedade sonora. Eu sabia do "Fiat" poderoso, do poder do som, do poder da palavra, mas
não conseguia e até este exato momento em que estou digitando essas palavras ainda não consigo estabelecer noeticamente o 1 como tendo propriedade necessária
o som. Mas se Deus, o nosso Deus, usou do som, da palavra, para criar esse imenso universo em que ora existimos, é porque o som tem de ser uma propriedade constituinte
do UM primeiro e único. E ainda não consigo ver isso, que tanta importância tem.
Como não consigo ver isso em verdade, sem malabarismos intelectuais, vou fazer o caminho inverso: partir de informações que temos para tentar chegar à legitimidade
da propriedade, como sendo inerente ao UM primeiro e único.
[ Ajuda-me, Espírito Santo, guiando-me por esse caminho, para que não haja falseamento da verdade, para que não haja fraude, para que não haja autologro. Porque,
Senhor, o meu objetivo, o Senhor o sabe, é ser o mais verdadeiro possível, para poder digitar a mensagem necessária para este tempo em sua madureza!
]
Deus é Luz. Deus só pode criar a partir da Sua mesma substância, e essa substância é Luz. E para criar, para manifestar essa Luz em universo, Ele emitiu um som,
uma palavra: "Fiat", "Faça-se". Não usou as mãos, não usou a mente: usou a palavra. O universo, em suas infinitas dimensões, é constituído de uma substância que
se manifesta em infinitas gradações. Assim, podemos dizer que o Universo, e isso é muito mais do que jamais poderemos imaginar, é uma modulação da Luz. A Luz
se automodula em Som, produzindo o Universo. Poderemos dizer, então, que a Luz se transforma em Universo por meio do Verbo.
Podemos representar
esse fato de uma outra maneira, como já fizemos algumas vezes. O Verbo, o Som, é
uma intersecção entre Luz e o Universo, a Matéria. Matéria aqui tomada num
sentido bem amplo, cobrindo todas as gamas de TUDO O QUE EXISTE, desde as
emanações de freqüência altíssima até as de baixíssima freqüência. Desde as mais
espessas formas até as mais sutis. E essa seria a representação gráfica do fato.
E esse gráfico nos permite a seguinte leitura. A Luz se transforma em Matéria através do Som. A Matéria
é uma forma da Luz. O Som é uma intersecção entre a Luz e a Matéria. O Som é o elo que liga a Luz à Matéria. O Som é constituído de Luz e Matéria, e nessa perspectiva,
o Som seria a verdadeira matriz da Luz e da Matéria, já que as contém. Por isso está escrito:
Todo som é criativo, e atua de acordo com as suas características. Assim também e principalmente a palavra, que, sendo usada em comunicação, estabelece uma ligação direta
entre o universo da pessoa que a exteriorize e o significado e tensão da palavra que é emitida. Essa palavra, principalmente se dita automaticamente, tem um poder
criativo muito grande. Pois se é dita automaticamente, isso significa que ela já faz parte do acervo criativo usual do emissor, e terá como efeito acirrar e perpetuar
o estado ou situação a que ela remete expressivamente. Se for uma palavra ou expressão que denote desprezo, descaso, desprezo e descaso serão manifestados na vida da
pessoa emissora. Se for palavra ou expressão que denote ou conote destrutivismo, destrutivismo se manifestará na vida da pessoa, em suas variadas formas de
manifestação. Uma simples,
comum palavra como "droga!", dita com grande força expressiva - e que é tão comum no quotidiano de muita gente - tem um poder destrutivo muito grande, pois é dita
num momento de invigilância e de intenso background emotivo. Não se caia na racionalização também muito comum de dizer: "Eu digo isso só por dizer: não há nenhuma
intenção atrás disso, não é para valer." Ou: "Quando falo um palavrão, estou apenas aliviando a tensão; digo, e a coisa toda logo passa: não digo com qualquer intenção,
tanto assim que ele sai de mim espontaneamente, não preciso nem pensar, nem planejar para dizê-lo". Ou: "Eu digo palavrão no momento certo, para tornar a minha fala
mais fácil e mais comunicativa, e só faço isso onde sei que posso fazer." Ou: "O palavrão só torna mais expressivo aquilo que estou falando, dando-lhe um tom meio
maroto e meio cômico: ajuda a aliviar tensões." Tudo isso são racionalizações, não tem nada a ver com a realidade, que é construída, sempre, através da palavra,
e de acordo com a sua valoração negativa ou positiva. Para nós, que viajamos o nosso estar-sendo, a palavra mentada ou vocalizada, deve ser cuidadosamente
escolhida: a nossa mente e a nossa língua têm de estar sob contínuo controle. E isso é algo muito difícil no princípio, pois a luta é contra arraigamentos
profundos, mas se imaginarmos que a palavra pode ser uma bomba de poder fantástico, então lidaremos com ela com mais cuidado. Vale a pena lutar contra os nossos
automatismos deletérios exprimíveis em palavras. Para isso podemos estabelecer uma meta: só dizer ou pensar palavras nobres, e ficar, se necessário,
obsessivamente vigilantes quanto a isso. Palavra menos nobre ou de baixo calão ou ofensiva ou desagradável ou mentirosa deve ser criteriosamente eliminada
de nossos lábios, de nossa mente. Se perseverarmos nessa luta, breve teremos à nossa disposição uma luzinha vermelha de alarme, que anulará a palavra perigosa
antes mesmo de ser mentada. Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude nessa luta, nos avisando com antecedência do perigo, e Ele certamente acederá com alegria
a essa solicitação. O hábito de contar até três ou dez ou qualquer outro número antes de falar alguma coisa a alguém é um bom recurso para automatizarmos
a vigilância da língua. Soube de uma fofoca e estou louco para contá-la a alguém, pois o fato em tela foi devidamente comprovado, e logo estará na boca
e no ouvido de todos. Espere aí! O que vou dizer é algo construtivo para alguém? É algo que não ofende ninguém? Eu seria capaz de dizer isso diante da pessoa
a quem o fato ou presunção de fato se refere? Mais: o Senhor, que ouve tudo o que se passa, ficaria contente em ouvir isso? Ele se agradaria disso?
E você? Você já não sente dentro de você mesmo uma pontinha de mal-estar, antes de cair na armadilha da palavra ociosa? Se ainda não sente, lute, que
breve começará a senti-la. É uma das formas de a luzinha vermelha se acender. ]
No princípio de todos os princípios, o UM primeiro e único, em estado (a palavra estado não exprime a condição mentada, pois não se tratava de estado,
pois não havia manifestação) de proto-essência, em coesão infinita, se reduzia (?) a um Ponto Zero, de nula dimensão e de energia infinita. Essa energia é a raiz de
TUDO O QUE É, a semente de TUDO O QUE É; por isso, podemos chamá-la de
proto-energia. Nela, em potência, condensavam-se todas as possibilidades que ela poderia assumir.
Essa proto-energia é inesgotável e infinitamente plasmável. É inesgotável, porque essa
proto-essência será sempre de dimensão nula e de quantidade infinita.
Essa proto-energia é a fonte de si mesma, e é eterna e infinitamente infinita. E é eterna, pois é a mesma substância do UM primeiro e único. Vimos que o UM primeiro
e único é necessariamente AMOR, e anela sempre por doar-se em AMOR. E esse Amor, sendo um impulso para fora, começou a polarizar a substância do UM primeiro e único.
Escolhemos a cor verde para representar o UM primeiro e único, porque essa cor é uma intersecção do amarelo e do azul, sendo uma semente dessas duas cores. Quando
o UM primeiro e único se polariza, Ele manifesta em seu mesmo seio as duas substâncias primevas, uma representada pelo amarelo, e que corresponde ao pólo negativo,
feminino, receptivo. E a outra, representada pelo azul, e que corresponde ao pólo positivo, masculino, emissivo. E as polarizações vão aumentando até o momento
em que se tocam, gerando um grande curto-circuito e um grande estrondo. E o UM primeiro e único, sem deixar de ser o UM primeiro e único, se manifesta em
infinitos universos e dimensões, que se afastam do Centro, que será para sempre ocupado pelo UM primeiro e único, sendo cada um um
(sic) organizado em semelhança do
UM primeiro e único, e tendo a semente (representada pelo verde) e os dois pólos positivo e negativo, próprios da manifestação. E cada universo, trazendo
em si a semente, gerou em cadeia, infinitos universos, todos semelhantemente organizados, e prontos para disparar novos universos em uma seqüência sem fim.
O Espírito Santo, a semente de Tudo o que existe, já que se manifesta infinitiforme, sendo o mesmo dinamismo do Cosmos, manifestou-se em Tudo que existe
como o Pai, o pólo gerador, criador, e a mãe, o Filho, o pólo gerado, criado. E tudo se passa como se o Espírito Santo fosse o poder transformador do Pai
no Filho. E disso já falamos bastante. [ Essa mensagem tinha anteriormente o número 14 ]. Uma coisa importante que devemos notar é que a criação de todos
os universos e dimensões se fez concomitantemente com o Som. E tudo o que é criado é feito concomitantemente com o som. O som é o criador de tudo que é
manifestado até os dias de hoje e sempre. Tomemos, pois, cuidado com aquilo que enunciamos, com aquilo que ouvimos, pois o berço do manifesto é o som,
é a palavra, é a música, é o ruído, é a assonância, é a dissonância.
E desse gráfico podemos derivar os dois arquétipos fundamentais da manifestação e geração: o masculino: convexo, invasivo, emissivo, positivo; e o feminino: côncavo,
invadível, receptivo, negativo. E, estando em manifestação, cada pólo trazia em si, em potência, o pólo complementar, para com ele se restabelecer o Espírito Santo.
E, assim, cada universo, cada ser individuado tem em si o Um primeiro e único, pois Ele não pode se negar em nada, em ninguém. Unamente, holograficamente, está presente
totalmente em toda mínima partícula que dEle foi manifestada. O que colocamos aqui representado como uma seqüência, na verdade, ocorreu instantaneamente,
simultaneamente, aoristicamente. No Cosmos, certamente, não tivemos um único Big Bang mas infinitos
Big Bangs. E não sabemos até que ponto houve realmente Big Bangs,
mas essa é uma maneira tentativa de explicarmos o que, residindo no mesmo cerne do Ser, ficará para sempre sem uma explicação cabal, pois o criado jamais poderá
entender à exaustão o grande mistério do Amor que preside todos esses fenômenos santos, sagrados. Precisamos buscar entender ainda em imagem, pois isso pode nos
dar lições e orientações pertinentes para a nossa vida, para a nossa existência, pois "Assim como é em cima, assim é em baixo."
azul + amarelo = verde
amarelo + azul = verde
E, assim, a Trindade Santa se manifestou e se manifesta em cada mínima porção de Tudo o que existe, regendo de dentro a grande evolução por que todo ser está
passando, neste Cosmos que comporta infinitos universos e infinitas dimensões, em eterna e intérmina expansão.
O homem e a mulher foram criados atendendo a esse arquétipo: no princípio havia o homem-mulher, um indivíduo híbrido em que se manifestavam em equilíbrio as
duas
polaridades: a masculina e a feminina. Está escrito que
2. os dois pólos se separam, trazendo dentro de si, em potencialidade, cada um o pólo oposto, pois no campo da manifestação, do Relativo, nada existe, se não for em
relação ao seu contrário, que nele se insere em potencialidade. O negro implica a existência do branco, e o branco está em potência contida no negro. O amor pressupõe
a existência do ódio, e o ódio existe em potência dentro do amor. Por isso, é muito mais fácil odiarmos a quem amávamos do que a quem não amávamos. O pólo masculino
pressupõe o feminino, e o feminino está contido em potência no pólo masculino. Todo homem tem algo de feminino; toda mulher tem algo de masculino.
O homem que se diga homem macho mesmo, esse, mesmo que não o admita, tem dentro de si o impulso feminino. E aqui não estamos falando de opção sexual. Estamos
falando de arquétipos sagrados. O "homem que é homem não chora" já não convence mais ninguém. Todo homem tem uma mulher dentro de si; toda mulher tem um homem
dentro de si. E isso é muito bom, porque permite à pessoa chegar a um equilíbrio muito desejável nas relações humanas. Se alguns homens tivessem ouvido o seu
lado feminino, não teria havido tantas guerras, tantas atrocidades; se algumas mulheres tivessem ouvido o seu lado masculino, teriam influenciado mais nas
decisões cruciais por que passou e passa o planeta. A mulher tem de ser uma pessoa receptiva, que essa é a sua natureza, mas tem de orientar essa
receptividade pela capacidade de doar-se, atuar, mas sem renunciar à sua feminilidade básica. E o homem tem de ser uma pessoa emissiva, mas tem de
orientar essa emissividade pela capacidade de receber de um outro, de pesar o que o outro pensa. Recentemente houve num país uma primeira ministra que ficou
conhecida como "Dama de Ferro", por suas atitudes masculinas impositivas.
Não é isso que se espera da atuação de uma mulher; o que se espera é uma atitude
equilibrada pelo fator masculino, e não determinada pelo fator masculino. E temos presentemente um presidente de uma grande nação que, negando o seu lado
feminino, que poderia fazer com que tivesse uma atitude equilibrada, atua de uma forma exclusivamente masculina, impositiva, de dono da verdade, e
causando friamente muito mal a muitos.
Seu nome em hebraico significa "causar vergonha a".
E o UM primeiro e único, que se dividiu-multiplicou ao infinito, sem se dividir, sem se multiplicar, passa a habitar a cada um dos universos gerados, a cada
um dos seres gerados nesses universos, constituindo-se a semente básica que identifica todo ser individuado. Se tudo se perdesse, todos os universos dos universos
com todas as suas infinitas dimensões e coordenadas históricas de duração, espaço, fato-consciência, tudo, tudo, mas restasse apenas um Ponto Zero, tudo estaria
plenamente salvado sem se perder um só item por minúsculo que fosse, pois Ele contém e é TUDO O QUE EXISTE, e é TUDO O QUE É. E a imagem do UM primeiro e único
contida em cada universo, em cada indivíduo, tem a função de manter
individualizado cada ser, cada universo, constituindo, como já dissemos em outra parte,
a zona de separação entre o Pai e o Filho, e, sendo em verdade, o Espírito Santo.
Por isso está escrito:
RESPONSABILIDADE
Essa propriedade foi acrescentada hoje, 9 de setembro de 2007.
Ontem o Marco me visitou e tivemos uma longa conversa, e à certa altura ele me disse que precisava ir a uma cidade vizinha para pedir perdão a uma pessoa. E me
contou o caso referente a isso. Viajante, chegou a uma casa comercial a que sempre ia e em que o dono sempre pedia dez geléias. Às vezes, o atendia com um olhar, e o
Marco deixava o pedido sobre o balcão e aguardava um pouco, enquanto o homem atendia os seus fregueses, e logo acertavam a operação comercial. Um dia, chegou
e ficou em posição bem visível como sempre fazia, e o homem estava atendendo três fregueses, e não olhou para ele. Atendidos os três, chegaram mais três que também
foram atendidos, e o homem, impassível. Depois, chegou uma senhora e o homem se apressou a atendê-la; e ela ficou constrangida e disse que havia ali aquele senhor
que tinha chegado antes dela. O homem, sem olhar para o Marco, disse numa voz de desprezo: "Ele é só um viajante..." Bem, o Marco se irou internamente e teve
ímpetos de se exprimir à altura, mas se conteve. E hoje ele me diz que que vai lá para pedir perdão ao homem. O Marco, sem se exprimir, estava já começando
a entender a grande lição da responsabilidade.
Aproveitando o "gancho", lhe disse: "Estamos aqui para aprender a grande e insuperável lição da responsabilidade. Não há outra lição maior do que essa."
E lhe disse isso porque eu já tinha entendido que essa propriedade pertence inerentemente ao UM primeiro e único. O UM primeiro e único tem de ser absolutamente
responsável, tem de responder pelas conseqüências que se passam em Seu seio, pois não há nenhum outro a quem essa responsabilidade possa ser imputada, pois
no Seu nível de Ser não há nenhum outro a quem atribuí-la. Sendo um e único, o UM primeiro e único tem de ser responsável por tudo que ocorre em todas as suas partes,
que são uma só.
Esse tema da responsabilidade é tão importante que vamos nos deter um pouco mais na sua reflexão. Todos nós, cada um de nós, é responsável por tudo que acontece
em nosso universo de manifestação. Se faço uma maldade para alguém, eu sou responsável por ela, primeiro porque ocorreu no meu universo de manifestação. E também porque
a cometi. Se alguém me faz uma maldade, eu sou responsável, primeiro porque ocorreu no meu universo de manifestação. E também porque, sendo eu um com ele, sou solidário
com ele naquilo que ele faz.
Num certo momento da conversa, sentimos a necessidade de definir universo de manifestação em relação a uma pessoa. E chegamos à seguinte definição provisória:
universo de manifestação é tudo aquilo que acontece e com que a pessoa esteja em comunicação, através de algum ou alguns de seus sensores: sentidos, sentimentos,
emoções, atitudes. Se vejo alguém espancando um outro mais fraco, eu sou responsável porque o fato chegou a mim através dos meus olhos, dos meus ouvidos, dos meus
sentimentos, das minhas emoções. No limite, se assisto a uma cena em que um homem tortura uma criança num rincão da China, numa matéria televisiva, eu sou responsável
por isso, por que isso chegou ao meu conhecimento. E qual deve ser a minha atitude em relação a isso? A de indignar-me? Sim, certamente. Mas se já puder suportá-lo,
devo entender que isso é de minha responsabilidade também.
A lição da responsabilidade é uma das mais difíceis de ser assimilada, porque joga, às vezes, com sentimentos e emoções nobres que a mascaram
e desfiguram.
E cada pessoa tem uma possibilidade de alcance em relação à responsabilidade. Alguns nem pelos próprios atos se responsabilizam; alguns se responsabilizam pelos
próprios atos, mas se revoltam com os dos outros, quando seria o caso; alguns conseguem se responsabilizar pelo ato que o ofende. E muitos poucos podem se responsabilizar
além desse limite. E em verdade, em verdade, só um pode responsabilizar-se por tudo que se passou, se passa, se passará nesse imenso universo de manifestação em que
ora vivemos,
em que ora existimos: Jesus Cristo, o Logos, o Verbo divino.
???
Essa propriedade fica por conta de todas aquelas que não foram aqui declaradas, e que poderiam ter sido. Se em algum momento ulterior, sentirmos a necessidade de
verbalizar mais alguma ou algumas, fá-lo-emos com todo cuidado, com toda reverência. Queremos deixar bem claro que a lista acima apresentada não passa de uma tentativa
de auto-esclarecimento, necessária para o meu caminhar. Para poder caminhar, precisamos ter alguns balizamentos seguros, alguns parâmetros seguros, alguma base sólida,
para não cairmos em afirmações gratuitas ou conclusões inadequadas. A propriedade 32 acima não me agradou ainda no seu formular, mas vou mantê-lo provisoriamente
à espera de uma inspiração do Alto. Ali estão expressas grandes verdades, mas intuo que ainda há algo de fundamental, de arquetípico, que ainda me escapa. Foi o
máximo a que pude chegar. É pouco, mas não é irrelevante.
***
De todas as propriedades acima listadas há três que podem ser consideradas fundamentais [e na verdade, na verdade, cada uma delas é fundamental], pois delas se derivam
todas as demais, estando presentes e atuantes em todas
as demais: LUZ, AMOR e VIDA, que assim podem ser organizadas arquetipicamente, para podermos ter um entendimento ainda que superficial da relação que há entre elas:
A essa proto-essência, que deve ter um nome que é sobre todo nome, sendo para nós, humanos, o INOMINÁVEL, poderíamos dar o nome de Deus, mas Deus já é um termo relativo,
enviesado, que se liga à capacidade de criação a partir de si mesmo, de sua mesma substância. Por isso, à falta de um termo melhor, nós a denominaremos doravante
e definitivamente de UM PRIMEIRO E ÚNICO. E já sabemos que essa é uma denominação inapropriada, pois ELE é antes do UM, tendo sua essência em um nível que bem poderia
ser algo similar ao Ponto Zero.
Assim, quando quisermos nos referir a essa proto-essência, fá-lo-emos com toda unção, denominando-a de UM PRIMEIRO E ÚNICO. E, embora nos tenhamos proposto usar apenas
da reflexão e de algum conhecimento científico, vamos mais uma vez apelar para o Livro dos Livros e citar:
E do artigo Energia Ponto Zero, citamos (destacando dois momentos),
em conformidade com as verdades acima declaradas, derivadas do Supremo Arquétipo: o UM PRIMEIRO E ÚNICO:
Encerro esta mensagem, pedindo ao UM PRIMEIRO E ÚNICO tudo aquilo, que ELE sabe muito mais do que eu, de que necessito na minha vida, na minha existência. E pedindo
a mesma coisa para todo aquele que leia essas palavras. E para todos aqueles que não leiam. Porque ELE está sempre a cuidar de cada um de nós, de acordo com as necessidades
basais de cada um de nós.
Inaceptivamente. Inaceptivamente!
Com ósculo santo,
o peregrino