A ciência hoje em dia aponta para a existência de uma proto-substância, que teria gerado, num processo catastrófico de sucessivos desdobramentos, o universo e tudo o que
nele existe. Essa proto-substância denominada de ponto-zero teria nula dimensão e massa infinita. Um ponto de não-existir que teria em si, não se sabe por que meio
ou condições, infinitamente concentrada, uma energia infinitamente grande. E isso é ainda apenas um ponto de conhecimento a meio do caminho do Infinito.
Conhecida como bóson Higgs, acredita-se que ela seja uma parte vibratória do vácuo invisível que permeia todo o Universo.
Físicos do famoso Centro de Estudos e Pesquisas Nucleares (CERN) de Genebra,
Suíça, anunciaram há poucos dias terem localizado os primeiros sinais de
existência do bóson Higgs. As evidências, segundo eles, ainda não são
conclusivas, entretanto a descoberta é considerada crítica para a física - não
só por encerrar um capítulo da ciência, mas também por abrir uma porta para uma
realidade completamente desconhecida pela Humanidade.
O fato é que a mesma ciência aponta para um fenômeno inicial, seja ele qual for. E nada pode dizer
a respeito do antes deste ente, pois o homem ainda hoje,
já lidando com
infinitos, transfinitos, matemático-fisicamente; mal tem idéia daquilo com que está lidando. O infinito é algo se impõe como necessidade básica matematicamente falando,
mas a mente humana não consegue entender, muito menos compreender o que seja isso. É algo necessário, impondo-se por si mesmo pela lógica, e basicamente incognoscível.
tem bem a idéia daquilo que estou falando. A inervação do folíolo repete basicamente a folha; a folha repete a palma; a palma repete a configuração
em um todo da samambaia. Examine uma samambaia, e note como ela é morficamente organizada, e você terá uma idéia já mais clara daquilo que acima foi exposto.
O universo, todo universo, e qualquer parte do universo organiza-se basicamente obedecendo a um padrão, em que, como diz a filosofia perene, o que está embaixo
é como o que está em cima. É como, pois não existe no que está embaixo uma cópia fiel do que está em cima, pois na cópia que está embaixo, sempre
há a interferência do fator randômico, que no homem, é o livre-arbítrio. O pé de samambaia mostra bem isso que estamos dizendo. Para quem está embaixo,
é um fator randômico, mas, para quem está em cima, é um fator de altíssima organização, de um nível de organização mais elevado, que a mente humana não tem a
capacidade de atingir.
Jó 26:9 Encobre
a face do seu trono, e sobre ele estende
a sua
nuvem.
Sl 97:2 Nuvens e escuridão
estão ao redor dele; justiça e eqüidade são a base do seu trono.
Sl 18:11 Fez das trevas
o seu retiro secreto; o pavilhão que o cercava era a
escuridão
das águas e as espessas
nuvens
do céu.
Vamos agora representar graficamente o de que estamos falando, com amparo forte na Palavra Sagrada:
Aquilo que aqui é representado por círculos concêntricos, deve ser entendido como círculos sobrepostos, intermixados; ou melhor: como esferas
concêntricas de tal maneira intermixadas que o todo (a totalidade das esferas) constitui uma só esfera. Se pudéssemos imaginar que fossem hiperesferas, mais perto
(infinitamente longe) estaríamos de uma representação mais fiel do grande mistério do UM.
[ A palavra
Porque antes do Big Bang algo mais fundamental tinha de existir para poder gerá-lo. E a propósito, os cientistas recentemente depararam com uma partícula
especialíssima, como já vimos na mensagem anterior. Vale a pena examinarmos:
A Partícula
de Deus. Citando:
"Existe um mundo totalmente novo lá fora".
"O bóson Higgs não é apenas uma partícula", disse o físico John March-Russell, do CERN.
"Sua descoberta indica que existe um mundo totalmente novo lá fora". Assim que
os físicos conseguirem entender como ele atua no universo, eles serão capazes de
responder a uma pergunta fundamental para a qual os antigos pensadores jamais
ousaram tentar encontrar uma resposta: por que a matéria tem massa?
A
descoberta de Genebra deve ser confirmada como uma das maiores conquistas da
ciência em todos os tempos. O vácuo estrutura tudo o que existe no Cosmos e
mantém a matéria sob sua influência. E o bóson Higgs - visto hoje mais como um
campo que como uma partícula - é parte fundamental desse imenso "nada".
Ele é
como a água para os peixes, um ingrediente fundamental para o Universo. Tão
fundamental que alguns físicos o chamam de "Partícula de Deus".
E a ciência no seu caminhar foi notando que o universo é construído de uma maneira absolutamente organizada, tanto no aspecto microcósmico, como no aspecto macrocósmico.
O mesmo chamado caos, hoje, já é matematicamente tratado como algo altamente organizado. O caos é algo transcendentalmente organizado: é a mesma semente da organização,
tal como a vemos e sentimos. As formas de montanhas, de nuvens, de flutuações econômicas, de padrões de concentração e de dispersão, de uma folha, de uma árvore,
do lindo recorte dos litorais, do fluxo e afluxo das ondas, e de muitas outras coisas e fenômenos cuja forma e/ou comportamento parece ser ditado por um acaso,
na verdade, obedece a fórmulas matemáticas relativamente simples que criam um padrão de
iteração que se repete definida e indefinidamente, com inclusões de dados
randômicos em alguns momentos específicos,
ou mesmo aleatórios, de sua reiteração.
Quem já examinou um fractal,
Para quem queira, essa matéria pode ser examinada em Softwares para geração e exploração
de fractais. Ali temos, além de outros, um excelente freeware, Sterlingware, que nos permite a geração e a exploração de fractais.
Eis acima um belo momento desse explorar. Aonde quer que se clique (não aqui obviamente, mas em campos semelhantes ou não a esse, mas com o software), nas partes
ainda sólidas (não evanescentes), se obtêm outros universos, que contêm outros universos, indefinidamente. O fim é determinado, no caso, pela eficácia do programa e
capacidade do computador. Coloquei este exemplo aqui, como um tira-gosto. E pensar que isso é um momento da aplicação iterativa de uma fórmula matemática
relativamente simples, z=z^2+c , que constrói graficamente a chamada série de Mandelbrot!
Tudo isso que dizemos aponta para uma origem inteligente do universo. Quem ou o que está na base do universo tem de ser um ser inteligente, transcendentalmente
inteligente, pois o universo foi gerado a partir de um aparente caos que acabou por se manifestar em formas, aspectos e seres altamente organizados, coerentes. E quem
ou o que gerou o universo tem de ser necessariamente a mesma substância desse universo, ou melhor, a mesma proto-substância, ou melhor ainda, a mesma proto-essência.
O Criador é o Criado. Mas o Criado, sendo criado, já tem um nível de organização transcendentalmente mais baixo. Por isso, embora o Criado seja o Criador do ponto
de vista do Criador, ele não é e nunca poderá ser o Criador do seu próprio ponto de vista, pois se tal acontecesse de um modo cabal, o Criado perderia a sua identidade,
confundindo-se com o Criador, e isso não é possível, porque o Criador não se confunde com nada, a não ser com ELE mesmo.
Mas ao falarmos de Criador e Criado, já estamos apontando para o nível do Relativo, das relações. E no UM PRIMEIRO E ÚNICO, no seu nível de ser, não pode haver o
Relativo, mas apenas o Absoluto. Assim, temos de determinar no mesmo seio do UM PRIMEIRO E ÚNICO um nível de ser que não é dEle, Ele-mesmo, mas daquele que foi criado
a partir da Sua mesma proto-essência.
No princípio de todos os princípios era o UM PRIMEIRO E ÚNICO. E o UM PRIMEIRO E ÚNICO era basicamente constituído de uma
proto-essência a que podemos dar o nome de AMOR,
sendo essa a sua propriedade mais primal, mais própria dEle mesmo. E o AMOR, por natureza, tem a tendência insopitável de buscar a Si mesmo para em Si mesmo se
realizar, como que fora de Si mesmo.
E assim foi. E assim é. E assim será.
O AMOR sempre busca fora de Si um objeto sobre o qual possa se realizar.
E assim foi. E assim é. E assim será.
O AMOR, o puro AMOR tem de se doar a alguém.
E assim foi. E assim é. E assim será.
Mas não havia o fora de Si. E o UM PRIMEIRO E ÚNICO teve de enfrentar um dilema necessário, brotado da mesma
proto-essência do Seu Ser: era necessário que houvesse
um UM em quem se realizar plenamente, mas esse UM não poderia ser, porque o Ser é Ser por excelência, e só pode ser como UM. Não era possível o DOIS no seu mesmo nível
de Ser, pois se tal acontecesse, Ele se dividiria e deixaria de ser o UM PRIMEIRO E ÚNICO, e isso não pode acontecer. Era um dilema de proporções infinitas, transfinitas:
era necessário o DOIS, por exigência necessária do mesmo AMOR, mas esse DOIS não podia ser, não podia se manifestar (como homem utilizamos esse verbo) no mesmo nível de
seidade do UM PRIMEIRO E ÚNICO. É muito importante que entendamos o alcance e profundidade desse dilema básico, pois ele é um padrão no seio do UM PRIMEIRO E ÚNICO.
E nada existe fora do seio do UM primeiro e único.
Como não podia um outro ser ser (sic) fora de Si mesmo, nem dentro de Si mesmo, porque então haveria dois UNS, o que é impossível já por definição: o UM só pode ser UM,
não podendo ser DOIS, porque deixaria de ser UM, o UM PRIMEIRO E ÚNICO, sendo omnisciente, enfrentou o dilema, não como dilema, mas como monolema, como uma situação
que necessariamente só comporta uma
e necessária solução. E, valendo-se da propriedade básica do AMOR, que é o doar-Se, doou-Se, plenamente (não poderia ser parcialmente, pois então deixaria de ser o
UM PRIMEIRO E ÚNICO), a um outro UM, que, continuando a ser ELE mesmo, tivesse a ilusão de estar separado dELE, constituindo, em sua mesma substância essente uma
substância existente, que não era, mas
[apenas(?)]
existia. E assim o UM PRIMEIRO E ÚNICO, sem deixar de ser em
proto-essência o UM PRIMEIRO E ÚNICO,
admitiu em SUA mesma proto-substância uma superposição, ou melhor, uma intermixação, de SI mesmo em outro nível de ser, na verdade,
no mesmo nível de ser, de SI mesmo.
O novo UM, sendo existente, jamais se elevaria ao nível essente do UM PRIMEIRO E ÚNICO. E, assim, jamais haveria dois UNS, porque o UM que foi criado, foi criado,
e, porque criado, jamais poderia ser o criador de si mesmo, tendo necessariamente de ocupar para todo o sempre a sua posição de criado, de criatura. E, assim,
sem deixar de ser o UM PRIMEIRO E ÚNICO, o UM PRIMEIRO E ÚNICO resolveu o grande monolema do AMOR, estabelecendo em Sua mesma substância uma zona de degradação
em que o UM do Seu AMOR pudesse existir com dimensões infinitas para todo o sempre. Chamamo-la de zona de degradação, porque nela houve uma imperceptível queda
de parâmetros em relação às Suas propriedades básicas. Essa zona se tornou ligeiramente mais pesada, ligeiramente menos luminosa, mas como era (é) o reino
da ILUSÃO, na verdade, ela continua(va) essencialmente tão santa quanto a mesma
proto-essência do UM PRIMEIRO E ÚNICO. Assim, podemos dizer que o DOIS
é o grande sonho de AMOR do UM PRIMEIRO E ÚNICO. E essa ILUSÃO, por pertencer à mesma
proto-essência do UM PRIMEIRO E ÚNICO, tem as mesmas propriedades que a
proto-essência do UM PRIMEIRO E ÚNICO, diferenciando-se dela em apenas um aspecto: a LUZ, que será eternamente menos luminosa que a do UM PRIMEIRO E ÚNICO.
Isso como homem falamos. Porque em verdade, tudo o que existe é tão luminoso quanto a sua fonte: o UM PRIMEIRO E ÚNICO.
E, para que não haja dúvidas, vamos afirmar: a ILUSÃO é santa, é eterna, tem consciência de si mesma, é viva, e caminha eternamente em busca de pontos de mais LUZ,
em demanda de um foco eternamente assintótico.
E, assim, há basicamente dois níveis de ser: o ser essente e o ser existente. E um só ser, em verdade: o UM PRIMEIRO E ÚNICO.
E, para que essa situação fosse eterna, o UM PRIMEIRO E ÚNICO criou, entre SI mesmo e o UM que dELE era gerado, uma barreira eterna e indevassável, intransponível,
a que podemos dar o nome de VÉU, com toda a unção:
E o VÉU, sendo um UM do UM, também passou pelo mesmo monolema pelo qual passara o UM PRIMEIRO E ÚNICO, mas nada podemos dizer do VÉU, a não ser que é uma Pessoa,
pois todo UM no UM é uma pessoa:
uma máscara eterna e proteica que todo ser existente usa para poder gozar, em identidade própria, das benesses que o UM PRIMEIRO E ÚNICO lhe preparou
em potência e que jazem em latência em qualquer UM do UM, segundo a sua magnitude já manifesta ou em manifestação.
E o Ser existente, o DOIS em manifestação, o mesmo UM PRIMEIRO E ÚNICO em essência, sendo, em verdade, de mesma magnitude e santidade que o UM PRIMEIRO E ÚNICO, sentiu
em si, já que a substância que o constituía (constitui) é o mesmo AMOR, o mesmo monolema pelo qual passara o UM PRIMEIRO E ÚNICO, e, sendo um UM, criou dentro de Si,
de Sua mesma substância, um UM que lhe foi como um FILHO unigênito, estabelecendo entre Si e o Filho um Véu para que o Filho pudesse se sentir Filho, tendo identidade
própria e Ele lhe fosse como Pai, mantendo Sua identidade própria. E esse Véu que unia-separava o Filho em relação ao Pai, e o Pai em relação ao Filho, tinha de ser
muito forte, tinha de ter o poder de dinamicamente separar-unir um ao outro. Pois assim como o Pai amou o Filho primeiro, assim também o Filho ama o Pai como seu
primeiro e único Amor. E o Pai quer aproximar-se do Filho, e o Filho quer se aproximar do Pai, para um se fundir ao outro em perfeita e plena união. E o Véu ora avança
em direção ao Filho, buscando conter o ímpeto de Amor do Pai; ora avança em direção ao Pai, buscando conter o ímpeto de amor do Filho. E o Véu adquire o dinamismo
próprio de uma barreira de vento, de um sopro, no mesmo seio do UM PRIMEIRO E ÚNICO, com a finalidade de ser o sopro vital que o Pai endereça ao Filho, e que o Filho endereça ao Pai.
E no seio do Ser existente repete-se aquilo que acontecera no seio do ser essente.
Para efeitos de discurso e de clareza, vamos nomear o UM PRIMEIRO E ÚNICO como o PAI ALTÍSSIMO, o VÉU indevassável como o ESPÍRITO SANTO, e ao UM do UM vamos dar o
nome de FILHO UNIGÊNITO.
Ao Ser existente, que está no Relativo, comandando do ALTO MAIS ALTO tudo o que existe no Relativo, no Reino Sagrado da Ilusão, daremos o nome de PAI, que é em verdade,
o FILHO UNIGÊNITO, o mesmo UM PRIMEIRO E ÚNICO, em verdade. E ao Filho gerado pelo AMOR do Pai, daremos o nome de FILHO (que em verdade também é unigênito, e o Unigênito),
e à barreira etérea e poderosa que separa-une o Pai em relação ao Filho e o Filho em relação ao Pai, daremos,
como acima. o nome de ESPÍRITO SANTO.
E assim como é acima, no nível do SER essente; assim é abaixo, no nível do SER existente.
sm (lat deus) 1 O Ser supremo; o espírito infinito e eterno, criador e preservador do Universo. 2 Teol Ente tríplice e uno, infinitamente perfeito, livre e inteligente,
criador e regulador do Universo. 3 Cada uma das pessoas da Santíssima Trindade.
Deus é o Ser supremo, ninguém nem nada havendo em seu nível
maior do que Ele. Deus é o espírito (sopro, vento, dinamismo, transformismo)
infinito e eterno, tendo dentro de Si infinitas possibilidades de manifestação,
e todas tecidas de Luz, tecíveis
de Luz. Deus é eterno, não tendo começo de dias, nem fim. Ele é o criador, aquele
que engendra a partir de Si mesmo, da Sua mesma substância, o universo, a totalidade de tudo o que existe visível ou invisível. Deus regula, controla o universo, que
funciona em perfeita ordem e harmonia, e nada escapa ao Seu controle: aquilo que Ele quer, é aquilo que se faz ou fará. Deus preserva o universo, cuidando dele como
um Pai amoroso. E cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade é Deus, um só Deus, pois Deus, sendo um UM, tem de estar inteiro em cada uma de suas partes, que,
em verdade, não são partes, mas aspectos globais do mesmo UM.
At 17:28 porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração.
NEle, dentro dEle, dentro de Seu seio, e feitos de Sua mesma substância santa, nós, homens, todos os homens, desde o mais santificado ao mais maléfico, todos, sem exceção de um só que seja, vivemos, temos nossa vida. A vida dos homens, de todos os homens, que é uma propriedade inalienável da criatura, pois toda criatura, por humílima que seja, é feita da mesma substância de que são feitos os anjos e os arcanjos; a vida dos homens, dizíamos, é a mesma vida de Deus, pois em Deus, que é UM, não pode haver mais de uma vida, mais de uma espécie de vida. Se em Deus a vida é eterna, eterna ela é para toda criatura que existe no Seu seio. Uma propriedade inalienável da vida - vamos repetir - é ser eterna. Aquele que vive, só (?) porque vive, vive eternamente, não havendo para ele fim de dias, de séculos, de éons, de eternidades. Como se pode ler na Palavra Inspirada:
Mt 22:32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos.
Mateus reporta-se a Êx 3:6, em que Deus se dirige diretamente a Moisés, filho de Amram, filho de Koate, filho de Levi, filho de Jacó, filho de Isaque,
filho de Abraão. Nessa passagem, revelando ser o EU SOU eternamente santo e glorioso, o próprio Deus se diz ser o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.
E Jesus Cristo, dessa comunicação, tira a seguinte inferência: Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. E isso implica necessariamente que Abraão, Isaque e Jacó,
que viveram como antepassados Seus há mais de quatro gerações no passado, já portanto, estando mortos em relação a este mundo, estão vivos em relação a si mesmos e ao
seu Deus. Um fato lingüístico digno de nota é que os nomes dos três patriarcas estão sem pronome definido (como regularmente acontece com os nomes próprios no grego koiné), o que se repete com a palavra
Ex 3:6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.
O que há de notável é que Deus inclui no elenco também a Amram, que morreu no Egito com a idade de 137 anos (Êx 6:20). E Moisés, morreu com a idade
de 120 anos (Dt 34:7). Moisés nasceu quando sua irmã mais velha, Miriam, tinha cerca de 15 anos de idade e seu irmão mais novo, cerca de três anos de idade.
Quando Deus apareceu a ele na sarça ardente, Moisés tinha em torno de oitenta anos. Não sabemos a idade de Amram quando gerou a Moisés. Se tivesse menos de 39
(o que é bastante provável), ainda estaria vivo. O fato é que Deus coloca os três patriarcas (que eram mortos em relação a este mundo) no mesmo pé de igualdade
que Amram (que tinha a possibilidade de estar vivo em relação a este mundo), mostrando que para Ele, independentemente de estarem mortos, todos estão vivos. Declarando
e enfatizando que para Ele não há mortos, só vivos.
Dt 6:4 Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
A mensagem é dirigida a Israel. Israel é o nome que Deus deu a Jacó depois da luta que ele teve com um anjo, só o deixando partir depois de ter sido
abençoado. Jacó significa "suplantador" e Israel significa "aquele que luta com Deus", e passou a designar o povo escolhido por Deus para preservar e guardar a Sua palavra.
No Novo Testamento se refere a todo aquele que luta com Deus para obter a sua bênção. Pode significar em sentido lato todo aquele que, independentemente de raça
ou qualquer outro fator discriminatório, convertendo-se, é perdoado, e passa a fazer jus às promessas da Palavra. Israel é
o conjunto de pessoas, de indivíduos, que, se entregando ao Senhor Jesus Cristo, passa a viver em novidade de vida, buscando o bem e fugindo ao mal. Israel se refere
ao conjunto de pessoas redimidas pelo sangue de Jesus Cristo, e que o têm como único e suficiente Salvador. E pode se referir àqueles que antes de Cristo ter vindo
à terra, já criam nEle como já tendo vindo, porque o importante não é o factual, mas o transcendental. Se a vinda de Jesus Cristo já era fato onticamente pretérito no
tempo
de Isaías, quanto mais para nós, que vivemos depois de Isaías!
Jo 10:30 Eu e o Pai somos um
Εγω και ο πατηρ
εν εσμεν
Jesus Cristo e o Pai constituem um só, uma só identidade, uma só substância; mas Jesus Cristo não é o Pai; embora o Pai seja, também, Jesus Cristo. Jesus Cristo é uma Pessoa. O Pai é uma Pessoa. Ambos são um só, mas cada um é cada um, tendo sua personalidade própria. Se Jesus Cristo fosse integralmente o Pai, não havendo distinção personativa entre ambos, então Ele não precisaria ter orado ao Pai, Ele não precisaria ter pedido ao Pai que afastasse dEle o cálice que tinha de sorver até a última gota. Jesus Cristo sabia, sabe, de tudo que diz respeito à Sua missão, ao Seu universo, ao Seu povo, às Suas ovelhas. E conhece todos os mistérios que dizem respeito à Sua atuação no Cosmos, mas não conhece as coisas que lhe não dizem respeito, conforme Ele mesmo o disse em
Mr 13:32 Quanto, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai.
Περι δε της ημερας εκεινης και της ωρας ουδεις οιδεν ουδε οι αγγελοι οι εν ουρανω ουδε ο υιος ει μη ο πατηρ
O Filho e o Pai são um, em identidade, mas cada um tem a sua personalidade própria: o Filho só faz o que o Pai quer, trabalhando em total sintonia
com Ele, mas conserva a sua individualidade, podendo agir livremente, em obediência total ao Pai. Ele é livre, sabe-se livre, sente-se livre, mas sabe que agir de acordo
com o Pai traz sempre uma maior glória, uma maior beatitude. Assim seja com cada um de nós que se sabe Israel: sejamos livres, porque somos livres, ajamos de acordo
com nossas idiossincrasias, cada um preferindo uma cor, um som, uma palavra, um lugar, um ambiente, mas todos unos em um só propósito: o propósito do UM em que
existimos e nos movemos. Não havendo escândalo, não havendo pedra de tropeço, não havendo transgressão, não havendo pecado, todos somos livres para fazermos
o que quisermos. Mas não nos esqueçamos: só somos verdadeiramente livres porque Jesus Cristo nos libertou.
Mt 22:42 Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhe: De Davi.
Mateus 22:44 é uma cópia exata das palavras escritas por Davi no Salmo 110, versículo 1. Ali Davi se dirige ao povo de Israel dizendo que o Senhor
(Deus Pai, Jeová) tinha dito ao seu Senhor (Jesus Cristo) que Ele (Jesus
Cristo) se assentasse à Sua direita até que Ele, o Senhor (Deus Pai), derrotasse os inimigos dEle (Jesus Cristo).
Neste trecho fica clara a presença de uma hierarquia de Senhores, que, na verdade, são um só. Como no Cosmos há infinitos patamares de universos, deve haver para cada
universo um Senhor, que mais diretamente lida com aquele seu universo, impulsionando-o para o alto em demanda de glórias maiores que as já atualizadas.
O Senhor cria o universo a partir de Sua mesma substância e o povoa com a Sua substância, de acordo com as necessidades dos habitantes ingressos naquele determinado
universo.
2Pe 3:9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco,
não querendo que ninguém se perca, senão que
todos venham a arrepender-se.
E o caminho para não se perder é arrepender-se, converter-se ao bem, é deixar de caminhar para fora e começar a caminhar para dentro, onde está o
Sanctum Sanctorum, em cada um.
O AMOR opera igualmente e com os mesmos efeitos em todos os níveis de tudo o que existe. E, repetindo-se esse padrão cósmico de geração e autogeração, o universo se
povoou de infinitos níveis de existência, tendo cada um o seu Pai, o seu Filho, o seu Espírito Santo. Então haveria infinitos Pais, infinitos Filhos e infinitos Espíritos
Santos? Assim como o UM PRIMEIRO E ÚNICO, o PAI ALTÍSSIMO, é omnipresente, assim também o é todo UM que DELE foi gerado. Assim, temos um só PAI, um só FILHO, um só
ESPÍRITO SANTO. Para podermos entender um pouco mais esse assunto, imaginemos que o UM PRIMEIRO E ÚNICO, através do seu FILHO UNIGÊNITO, que em verdade é ELE mesmo
separado de Si mesmo pelo VÉU, se divida-multiplique infinitamente, no Reino da Sagrada Ilusão, sem jamais se dividir, sem jamais se multiplicar em si mesmo.
Vamos agora tentar figurar em escala mínima o grande mistério da Santíssima Trindade. E essa figuração vale para todo nível de existência, pois para o
UM PRIMEIRO E ÚNICO, em fundamento, não existe exceção. Todo nível desde o mais elevado, até o menos elevado, desde o zênite, a que jamais se pode
ascender, até o nadir,
a que jamais se pode descender, é organizado basicamente da mesma maneira, sendo construído em obediência aos mesmos arquétipos, estando cada um relacionado com o que
lhe está imediatamente abaixo e com o que lhe está imediatamente acima, e sendo cada um deles uma espécie de escola para o ser em manifestação. Em cada nível há algo
básico a
se aprender, há coisas lícitas a se gozar, há coisas inconvenientes para se gozar, há coisas a
se renunciar. Todo um
gerado, criado, pelo Pai de um nível de causação, é dotado de consciência, de vida, de amor. Não há uma só partícula sem vida, sem
consciência, sem amor, em todos os cosmos dos cosmos. Um elétron é vivo, consciente, e sujeito ao Amor. Todo ser nomeável, que constitua uma unidade, é dotado, em maior
ou menor grau, de vida, de consciência, de amor. E todos são feitos de luz. Einstein bem intuiu que a matéria é uma forma coagulada de energia. Tudo o que existe
é uma forma coagulada de luz. Porque a única coisa que existe, em verdade, é Luz. Assim como o PAI não pode se negar em nenhum dos seus filhos, sejam eles de que
estatura forem, estejam eles em que nível de existência estiverem, assim também cada ente nomeável, seja uma estrela, uma galáxia, um sistema galáctico, seja uma
molécula, um átomo, um neutrino, um bóson seja ele o que for, traz em si o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo. E o homem, como um ser individuado, nomeável, não
foge a esse padrão: cada homem tem dentro de si, no mais íntimo do seu ser, que ele mal conhece, o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo.
Até agora temos evitado falar o nome
Deus, porque era nossa intenção deixar antes mais bem definidos alguns conceitos básicos a respeito da divindade.
Vamos agora fazer uma reflexão sobre a palavra Deus. Deus é uma palavra primitiva, cuja raiz se prende a Luz, sendo de mesma etimologia a palavra dia,
espaço-tempo de luz em oposição a noite. Vejamos o que diz o Michaelis Eletrônico:
Agora podemos entender que o caráter definidor de Deus é Ele ser Luz Criadora. O nosso Deus, o Deus que engendrou, com Sua mesma substância santa, este universo
em que vivemos, tanto em seus aspectos manifestos, como nos latentes, é, em verdade, o único Deus que existe. E, como está escrito:
E quem é o nosso Deus? Para refletirmos sobre essa questão, de grande importância para cada um de nós que estamos aqui atualmente sobre esta terra, vamos examinar
A declaração dirigida a Israel é que o Senhor nosso Deus é o único Senhor. E isso continua válido até hoje e para sempre. Aquele que é nosso Senhor, do qual somos
propriedade exclusiva, é o nosso Deus. O Deus que está sobre nós que vivemos na terra, neste universo, neste conjunto de coisas visíveis e invisíveis, que constitui a
nossa Estância. E este Senhor é o único Senhor, o único que tem posse legal de todos que estamos em Israel. Sendo nosso Deus Aquele que nos criou, que nos preserva,
e nos sustenta em Seu seio, o único Senhor, só a Ele devemos vassalagem, e só a Ele devemos amar e adorar. Mas será Ele o único Senhor acima de nós? Sim, certamente,
porque em verdade só há um Deus e um só Senhor. Mas no seio do Relativo, temos, para cada nível de manifestação, um Senhor, um só Senhor, o Deus que gerou aquele
nível que é a mesma substância do Seu ser. E, embora isso seja verdade, verdade maior é que o Senhor é um e um só. Sendo Ele omnipresente, pode-se manifestar em
cada nível individuadamente sem perder a unicidade da Sua identidade. O nosso Deus e Senhor é o Senhor Jesus Cristo, pois dEle viemos, nEle existimos, nEle
somos movidos. A Ele devemos nos reportar, porque, sendo Filho de Deus, é Ele, em verdade, o próprio Deus, sendo um com Ele:
{ Eu e o Pai um somos. }
{ Quanto , porém, àquele dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos os em céu, nem o Filho, senão o Pai.}
Quanto ao fato de haver uma hierarquia de Senhores, Jesus Cristo mesmo nos mostrou esse fato na seguinte passagem:
Mt 22:43 Replicou-lhes ele: Como é então que Davi, no Espírito, lhe chama Senhor, dizendo:
Mt 22:44 Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?
Mt 22:45 Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?
Agora, voltando a Atos, 17:28.
É em Deus, em Seu seio, dentro dEle (mesmo porque não há o fora dEle), que nos movemos. Tudo o que está ao nosso redor, seja um seixo, seja uma árvore, seja uma estrela,
seja uma galáxia, seja o que for, visível ou invisível, já manifestado ou por manifestar-se, existe dentro dEle, sendo modos e formas que a Sua mesma substância assume.
O lugar em que Moisés pisou diante da sarça ardente é tão sagrado como qualquer outro lugar no universo. Ali houve a manifestação do sagrado. Em outros lugares parece
não haver essa manifestação, e às vezes parece afastar-se muito desse padrão de sacralidade. Mas nem por isso deixa de ser sagrado, pois sendo sagrada, santa,
a Sua substância, tudo o que existe também o é, porque Ele o é, e nada existe ou pode existir que não seja formado de Sua substância. O lugar em que pisamos é sagrado,
não pelo lugar em si, mas pelo fato de ser uma manifestação da substância do nosso Deus. É impossível nos movermos fora dEle! Consagremos, portanto, todo lugar a Ele,
fazendo em todo lugar aquilo que Lhe é agradável: o bem, porque condiz com Sua bondade.
Um outro ponto de interesse é que
E nEle existimos. Existimos (εσμεν, forma do presente do indicativo do verbo
ειμι , cujo
significado é primariamente
ser e, secundariamente,
estar. A nossa identidade não está em nós, em nossa temporalidade, em nossa transitoriedade,
está na mesma essência de Deus. Aquilo que somos em verdade é muito maior e muito mais do que aquilo que pensamos ser. Dentro de cada um de nós, para além dos aspectos,
dos estados, das coisas e atos que conseguimos manifestar e manifestamos, jazem latentes possibilidades de existir que mal podemos imaginar quais sejam. Os cinco sentidos
que nos ancoram neste mundo, os sentimentos que nos ligam a este mundo, as emoções que nos prendem a este mundo, não passam de meros rascunhos dos sentidos
e sentimentos que aguardam no homem o seu momento de desabrochar. A verdade é que não apenas existimos, mas somos dentro de Deus, sendo cada um de nós
constituído da mesma substância que constitui Deus, o nosso Deus. Cada um de nós um dia dirá EU SOU, e saberá bem o que estará dizendo. O destino de cada ser que
pode dizer "Eu sou", sem necessitar de qualquer complementação ou predicação, é o mesmo destino do grande EU SOU. Existimos nEle; estamos nEle; SOMOS NELE! EU SOU
é a nossa identidade velada, secreta!
Assim como Deus é um, manifestado em três Pessoas, assim todo um é um um
(sic) manifestado em três Pessoas: o Pai, que é o Criador; o Filho, que é o criado; e o Espírito Santo,
que é o dinamismo transformador do um.
Assim, minimamente falamos da Santíssima Trindade, que se manifesta em todo um nomeável, pois se manifesta em tudo o que existe, atuando de dentro e não de fora do um.
Cada um de nós, homens, é morada do Pai, do Filho e do Espírito Santo, quer queira, quer não, quer saiba, quer não. O homem pode estar na situação mais degradante
que possa existir, ainda assim ele continua como morada do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Quando um homem faz algo errado ou ofensivo ou pecaminoso, ele não
está desagradando a um Deus distante, ele está desagradando a um Deus que o fez por morada Sua: assim como somos nEle, assim também Ele é em cada um de nós,
e ri quando rimos, e chora quando choramos, e se entristece quando nos afastamos da luz, e, com gemidos inaudíveis, sofre conosco o que temos de sofrer. Deus é
um Deus pessoal, não é um Deus impessoal, é um Deus que é holograficamente presente dentro de cada um de Seus filhos. E espera, paciente, que o Filho desperte
para a glória que Ele é e quer dar ao filho, a cada um de seus filhos. Deus não quer a perdição de ninguém, quer que todos se salvem. Essa é a Sua vontade, e quem
pode se opor a ela indefinidamente?
O UM tem necessariamente de ser santo, separado. De ser santo, são. O UM jamais poderá se misturar com o não-UM, pelo simples fato de que o não-UM, como o próprio
nome já diz, não existe. Do UM viemos, para o UM voltaremos. Voltaremos? Não! Pois o UM é santo, eternamente separado de tudo o que existe, para que haja a viagem.
Eternamente junto, para que haja a alegria. Quem viaja, viaja em direção ao UM, pois na verdade, ELE é o único centro fractalizante para o qual todo criado converge.
Não há nenhum outro ponto de convergência. Todos os outros pontos de convergência que parecem existir, parecem existir apenas. O Inferno é um ponto de convergência
ilusório, e, por isso, necessariamente transitório.
O Paraíso mais elevado que possamos imaginar é, também, um ponto de convergência ilusório, e, por isso, transitório. O Paraíso mais elevado a que possamos ascender é,
também, um ponto de convergência ilusório, e, por isso, transitório. Se houvesse um Paraíso acima do qual nada mais houvesse, um non plus ultra, então teríamos um termo,
teríamos um fim. Mas o UM não pode ter fim. E, assim, nada que existe nEle pode ter fim.
O UM, sendo UM, é eternamente separado. Inatingível.
O UM, sendo UM, é eternamente o único UM para todos os uns.
E, mistério dos mistérios, o UM, inatingível, está dentro de cada um nós, mais próximo de nós do que nós mesmos!
O UM é eternamente, para que o DOIS exista eternamente! A finalidade do UM é o DOIS! Para ELE, para o seu bem,
para a sua glória, o UM é.
Este um dos modos do sagrado mistério do AMOR.
Com ósculo santo,
o peregrino