Esta mensagem, a última (?), será bem curta, espero,e terá como objetivo
esclarecer alguns pontos que pedem por melhor explicitação e falar
sobre alguns pontos que ocorreram durante o receber das mensagens.
Antes de mais nada, quero
falar um pouco do holograma (=gravação do todo), que é conseguido com
um aparato em que o fator mais importante é a luz coerente, de uma
única freqüência, o laser. Quem quiser entrar nos detalhes do processo
de se produzir um holograma encontrará farto material na Internet. O
produto do processo é uma espécie de negativo em que não aparece
qualquer figura tal como ela é, pois o que se tem é o registro do
chamado padrão de interferências, como aparece neste material tirado do
artigo El Holograma, Modelo del Universo.
O difusor de rayo
é um espelho semitransparente que divide o raio de luz coerente
emitido pelo aparelho de laser em dois feixes: um que incide
diretamente, através de uma lente difusora, sobre o objeto, uma maçã (no caso),
cuja imagem se reflete sobre um filme; e outro que, sendo refletido duas
vezes, percorrendo um maior caminho, incide, através de uma lente
difusora, sobre o mesmo filme, criando um padrão de interferência, na placa
holográfica.
Projetando-se esse filme, tem-se uma imagem tridimensional do objeto. E
o filme tem uma estranha particularidade: cada parte dele contém o todo
da figura. Isso tudo é muito importante porque acabou gerando o chamado
paradigma holográfico, que vê o Universo como uma projeção holográfica.
É esse paradigma que nos permite afirmar que o todo está todo em tudo.
Uma mínima partícula do Universo contém dentro de si mesma o Universo
todinho. É isso que nos permite crer que Deus é realmente omnipresente,
isto é, está presente todinho, inteirinho, em cada partícula, por
mínima que seja, de todo e qualquer universo de manifestação.
Um livro muito interessante
a ser lido a respeito é UNIVERSO HOLOGRÁFICO, de Talbot, que por
enquanto está esgotado. Um artigo muito interessante para quem lê em
Inglês é Scientific Proof of the Existence of God
.
Fizemos também referência a um livrinho que chamo de precioso, O Caibalion, da Editora Pensamento, aqui encontrado em formato PDF, e que trata dos sete princípios herméticos; princípios esses que estão na base de qualquer fenômeno, de qualquer objeto, de qualquer coisa. Vale a pena ler o artigo AS LEIS HERMÉTICAS DA FEITIÇARIA. Aplique no caso o preceito bíblico que diz: "Examinai todas as coisas, retende o que é bom." Esqueça se quiser, a conotação mística do artigo e aproveite e reflita sobre os sete princípios. Isso será de grande proveito para todo(a) buscador(a) sincero(a).
Outro livro que deve ser lido com atenção é O EVANGELHO DE TOMÉ, um livro apócrifo que não figura na Bíblia tal qual a temos hoje, mas que pode abrir a nossa mente para muitas questões fundamentais sobre a vida e a existência.
Outro artigo interessantíssimo, que tem idéias que batem em boa parte com os sagrados arquétipos é (para quem lê em Francês) Modèle métaphysique.
Depois que desenhei o gráfico abaixo, gerador de tantas reflexões embasadas no UM primeiro e único;
depois de várias semanas , olhando casualmente para o calçamento
da rua por onde tinha tantas vezes passado, observei que os paralelepípedos
negros tinham inscrito, neles, esse desenho básico, e um arrepio
percorreu todo o meu corpo. A mensagem estava escrita em pedra, e todos
pisavam nela, e ninguém a tinha visto! Eis a foto de uma dessas pedras:
Essa mesma pedra rearranjada especularmente pelo raio provável dos
círculos ou ciclóides apresentados, resultou no seguinte efeito, que é
uma imagem provável de como era ela na inteireza dos ciclóides nela
inscritos:
Mas há uma foto que, depois de rearranjada especularmente, nos
mostra uma mensagem muito forte: quanto mais próximos do núcleo, mais
perfeitos são os círculos, que se afastando, transformam-se em
ciclóides mais, ou menos, definidos. Isso nos mostra que o fator
randômico, que no homem corresponde ao livre-arbítrio, se manifesta
mais unificado em relação ao centro, quando não muito distante dele. Quanto
mais longe o homem estiver do UM que o gerou, mais terá um arbítrio
próprio, mais se afasta do modelo de perfeição, ainda em imagem e
semelhança, que se espera dele. Por isso, o melhor que o homem faz é
entregar-se ao Senhor, para que nele se realize a Sua boa, agradável e
perfeita vontade. Eis a foto, com o rearranjo, mostrando pelos círculos
que lhe sobrepusemos o que acabamos de dizer:
No gráfico de cima, a pedra no original. No gráfico abaixo, à
esquerda, a pedra rearranjada especularmente. No à direita, os círculos
sobrepostos, mostrando o grau de coincidência entre círculos
perfeitos e os cíclóides inscritos na pedra. Quanto mais próximo do
centro, mais perfeito o círculo. Quanto mais longe, mais imperfeito.
Reflita sobre isso. Pois, "assim como em cima, assim embaixo."
É
de se notar que a pedra não foi a disparadora da reflexão, mas a
confirmadora dela: só depois de ter desenhado o gráfico é que encontrei a
pedra sobre a qual eu tinha tanto pisado, pois ela está numa rua em que
passo a pé quase todo dia. E isso desde há muito tempo.
Semanas depois disso,
encontrei-me casualmente com o Prof. Majella, Mestre em Geografia, e
lhe perguntei que pedra negra era aquela que calçava algumas de nossas
ruas. E ele me disse que eram rochas vulcânicas: basalto ou diabásio.
Adotei logo a hipótese de basalto, não sabia por quê no momento. (Mais
tarde, investigando na Internet, fiquei sabendo que o diabásio passara
por um resfriamento mais lento, o que fazia com que ela tinha uma
aparência mais desorganizada.) Voltando ao fato. Despedi-me do Mestre,
e, tendo dado alguns passos, senti um arrepio que percorreu o meu corpo
todo, pois basalto, de repente, se apresentou diante de minha mente
como formado de base + alto. O nome da pedra era ela também uma senha
(como diz o meu dileto poeta Soares Feitosa)! E decodifiquei: a base é
o alto; o alto é a base. Ou como diz a chamada filosofia perene: "O que
está em cima é como o que está embaixo; e o que está embaixo é como o
que está em cima." Se você já leu o Caibalion que lhe indiquei você sabe
bem do que se está falando. Para entendermos o que está em cima,
examinemos o que está embaixo. Aquilo que acontece em baixo, no nível da
manifestação, é semelhante àquilo que acontece em cima, no nível da dispensação.
Olho para o crepúsculo, e
sei que haverá uma noite, e que, depois, da noite, haverá um novo dia.
Olho para a minha vida, que se abeira do crepúsculo, e sei que haverá
uma noite, e, depois, da noite, haverá um novo dia. Sei que a morte não
é o fim, porque a Natureza mo revela. E sei que depois dessa última
noite, haverá um realmente novo Dia. Sei porque a Natureza me disse que
sempre depois da morte vem um novo nascimento. E sei que depois da
última morte, já haverá um novo nascimento, diferente de todos os
outros pelos quais já passei.
E, dias depois de o Senhor Espírito Santo ter-me
dado esse entendimento,
descia eu pela Rua da Estação, lá em cima, desde o seu início e vi, antes de
entrar nela, que ela era pavimentada de pedras negras. Alegrei-me e
pus-me a buscar o padrão que tanto me dissera à alma, e vi que em toda
a extensão da rua não havia sequer uma com aquele padrão inscrito. E
pensei que ela era pavimentada com diabásio. Foi depois disso que procurei
a informação na Internet. Mas já antes um arrepio me percorreu o corpo.
Ali estava uma outra senha! Diabásio: diab + asi +o. Rearrajando: diabo
asi. Diabo? Asi. Uma palavra em português e outra em espanhol. Bem
próprio do diabo, o pai da confusão, da mentira. (Note-se que em
basalto, obtiveram-se duas palavras em português, unidas por uma elisão corrente
na língua.)
O diabo é assim: sem ordem, sem padrão, sem regularidade, sem regra,
sem lei: opera erraticamente, de acordo com as circunstâncias, quer
sejam baseadas em verdade, quer sejam baseadas em mentira. O Senhor
determina um padrão e o segue fielmente: o diabo nada determina, mas é
um grande oportunista, que nunca perde uma oportunidade que lhe seja
propícia (e sempre em mentira) para agir. Se o paciente acredita na
mentira, para ele, tendo status de verdade, o diabo se aproveita disso
e o leva ao pelourinho. Por isso, Jesus nos alertou sobre a grande
importância de conhecer a verdade! "Conhecereis a verdade, e a verdade
vos libertará." E todos já bem sabemos a verdade a respeito de tudo
aquilo que nos interessa realmente, pois essa foi a preocupação de
todas as mensagens anteriores.
Talvez não tenha ficado
clara a minha posição em relação às igrejas e religiões deste mundo.
Sou cristão, crendo profundamente que Jesus é o meu Redentor. E me
apraz assistir a cultos de religiões ou congregações que exaltem o nome
de Deus Todo-poderoso e o nome de Jesus Cristo, e que tenham no
Espírito Santo o seu Guia, o seu Consolador, Aquele que revela as
coisas de que precisamos saber e queremos saber. Sinto-me bem orando ao
Senhor, me sentindo nos braços amoráveis do Pai. Deus é para mim um
Deus pessoal, que se preocupa comigo, que quer o meu bem, que quer que
eu volte para Casa, e tudo faz para conseguir esse seu Sonho de Pai.
Respeito todas as religiões, todas as seitas, todos os que se congregam
em nome do Bem. E acho que cada um está exatamente onde deve estar: é
ali que ele vai encontrar aquilo de que necessita em conformidade com o
grau de madureza de sua alma. Os confucionistas, os budistas, os sufis,
os esotéricos, os místicos, os cristãos, os fraternistas, os maçons, os
templários, os rosacruzes, os umbandistas, os espíritas e todos aqueles que buscam o sentido maior
da vida, da existência, com fundamento no Bem, estão exatamente onde
deviam estar, de acordo com a madureza de sua alma. E creio que todos
que não são contra Jesus Cristo , são a favor de Jesus Cristo. Como Ele
mesmo disse.
Para justificar essa
posição, vou refletir um pouco sobre o que é a verdade, que tantos
buscam, e, ás vezes, por ela se digladiam. Quando Pilatos perguntou a
Jesus o que é verdade, Jesus se calou. E isso tem dois motivos: o
primeiro é que Pilatos, estando diante da Verdade, não o reconheceu.
Como, então, falar da verdade, quando, tendo a oportunidade de
conhecê-La de viva presença, a ignorava totalmente? Mas há um outro
sentido para esse contexto. A única resposta cabível para a pergunta de
Pilatos, em verdade, é: Verdade é Verdade. A identidade verdadeira da verdade é ser
verdade, nada mais, nada menos que isso. Ou seja: a verdade é sempre
verdade, nunca podendo deixar de ser verdade. Tudo isso é muito lógico
e muito claro e muito evidente. Se a verdade tem de ser sempre verdade,
então ela não se pode negar em nenhuma circunstância, em nenhuma
situação. Se não fora assim, ela deixaria de ser verdade. A Verdade é
uma só e eterna, e reside no seio do UM primeiro e único. Mas para nós,
que vivemos e existimos no seio da Sagrada Ilusão, a verdade se
apresenta como verdade para todos os que aqui habitam, pois ela não
pode se negar a ninguém, sob pena de deixar de ser verdade. A verdade,
vestida do véu da misericórdia, não se nega a ninguém, estando sempre
ao alcance daquele que dela quer se aproximar. Um índio, ou um chinês,
ou um outro homem qualquer que nunca tenha ouvido falar de Jesus Cristo,
tem em relação à verdade a mesma situação em que nós estamos. Para eles a
verdade se veste de véus, ou muitos ou poucos, de acordo com a
sinceridade de coração daquele que dela quer se abeirar. Para nós
acontece a mesma coisa, pois a verdade estará sempre vestindo véus, ou
muitos ou poucos, de acordo com a sinceridade do nosso coração. A
verdade, para misericordiosamente não se negar a ninguém, se apresenta
sempre e sempre envolta em véus, ou densos ou sutis, pois ela sempre tem
algo mais a se revelar; pois, como Jesus Cristo disse, a Verdade é
Caminho, e não Meta. A verdade é um caminho a se seguir, não é um ponto
a que se chegar. Podemos figurar isso à uma assíntota em relação a uma
reta. A assíntota é uma curva que vai se aproximando cada vez mais da
reta, sem jamais a alcançar. A função trigonométrica tangente, que foi
examinada ligeiramente em uma mensagem anterior, é uma assíntota em
relação ao eixo das tangentes no primeiro quadrante do ciclo trigonométrico. O
importante disso é que entendamos que a assíntota bem representa um
homem em relação à verdade: ele pode estar bastante distante dela, ou
pode estar muito próximo dela, mas jamais a vai atingir. A verdade não
permite que ninguém a detenha ou retenha; ninguém pode ter a presunção
de dizer que tem a verdade, porque, em verdade, é a verdade que sempre
nos contém. Por isso, não tenhamos nunca a pretensão de ter atingido a
verdade, pois ela é inatingível, e isso vale para todo aquele que viaja
seu estar-sendo nos infinitos páramos da Sagrada Ilusão. A verdade,
aquela que cabe bem às nossas necessidades, essa devemos buscar
conhecer, porque só nesse ato podemos nos libertar. E a expressão maior
que temos da verdade é o Senhor Jesus Cristo. É a Ele que devemos
conhecer. Só a ele. O resto devemos procurar entender, nos estender em
direção a isso. E isso, sim, é um processo que jamais terá fim.
Estamos aqui para sermos
santificados, para sermos tornados santos, separados, em consciência, das
coisas do nível de causação em que ora vivemos e existimos. Esse é o
objetivo de cada um de nós. E isso é um dom, não é fruto de obra ou de
mérito. Pesquisando assíntota, achei um excelente artigo, O DILEMA DE DEUS,
do qual retiro a seguinte passagem, para enfatizar o conceito de
assíntota e também para dar material (plenamente validável no Arquétipo
Primeiro: o mesmo UM primeiro e único) para nossa reflexão:
"A santidade do processo de santificação está separada da santidade
intrínseca de Deus, assim como uma curva de uma função matemática está
separada de sua assíntota (linha limite da função), que, segundo
definição, se tocam no infinito. Como o infinito é intangível, a curva
da função se aproxima cada vez mais da assíntota, mas estará separada
desta sempre ainda por um infinitésimo, sem jamais coincidir com a
mesma. A própria palavra santificação revela que houve um processo e
que o ponto de partida era a falta de santidade."
Temos acima uma representação do que seria uma assíntota (em vermelho) em relação a uma reta. Essa curva na verdade não é uma assíntota trigonometricamente construída, mas dá uma boa idéia da coisa.
Quero
encerrar essas mensagens com uma exortação muito especial, dirigida
àqueles ou àquelas que que já se cansaram do jogo cármico e querem se
libertar dele para partir para novas jornadas, libertos do espectro da
morte, libertos da necessidade de ainda vestir esse escafandro de
carne. Se você acha que já é tempo de deixar definitivamente este plano
de causação, que você já provou dele o quanto queria provar, que já não
mais quer nascer para ter de morrer, que é hora de perdoar
incondicionalmente e de ser perdoado incondicionalmente, de amar
incondicionalmente, e de ser amado incondicionalmente, então, você,
como eu, está preparado para desatar os últimos nós e se fazer ao
largo do grande mar da Redenção.
Sei que vou me repetir, mas não posso deixar de fazê-lo, pois o momento
assim o exige. Estamos na madureza do tempo: dois mil anos são
passados, desde que o nosso Senhor nos visitou, para nos libertar dos
agrilhões ( aguilhões + grilhões) das trevas. E breve será o tempo da má dureza, quando já não
haverá opção para aqueles que aqui estão viajando o seu estar-sendo.
Pelo peso serão pesados, e pelo peso serão retribuídos: uns para a glória do
novo nascimento; uns para a desventura de ter de entrar em uma escola
bem mais rigorosa do que esta em que ora estamos. O tempo da salvação é
agora, como sempre foi. É no agora da grande decisão que o homem se
salva, não importando quão sujo ele esteja. Ouçamos a voz do Senhor:
Is 1:18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.
Os
nossos pecados não serão retirados de nós, mas,
se são como a
escarlata, se tornarão brancos como a neve; se forem vermelhos como o
carmesim, se tornarão brancos como a lã. Em outras palavras, os pecados
serão desativados e perderão a sua malignidade, e já não poderão mais
ferir, nem exigir o tributo da retribuição. Você terá lembrança dos
fatos ocasionadores, mas os verá de uma maneira diferente, com uma
consciência diferente, em que o perdão e a misericórdia serão suas
bases fundamentais. As lembranças serão todas preservadas, mas já não
terão o sentido pecaminoso que antes eventualmente tinham, pois serão iluminadas por
uma luz mais verdadeira e santa.
E o que fazer para tomar posse do Agora?
1.
Entender quem você é em verdade. Você é em potencial um santo de Deus,
um homem separado do mundo e dos seus fascínios. Isso é o que você
realmente é. Mas você pode iniciar uma vida de total santidade, e ainda
assim continuará preso à terrível roda da carne, porque grande e pesada
é a carga cármica que está em descoberto, e você não tem condições nem cacife para
ressarci-la. Como tornar ato o que é potência? Como fazer com que essa
realidade maravilhosa se manifeste na sua vida?
2.
A boa
notícia é que a sua dívida e a dívida universal já foi totalmente paga,
até o último ceitil pelo Senhor Jesus Cristo. Ele veio para isso, viveu
entre nós, e cumpriu para nós, por nós, toda a justiça que estava pendente. Só o
sangue de um inocente, que tivesse vivido em pureza e castidade,
poderia pagar a grande dívida. E Ele cumpriu tudo o que a justiça
exigia, atraindo sobre o Seu corpo imaculado os pecados de todas as
pessoas, de todos os tempos e de todos os espaços. E você, claro, está
incluído nessa grandiosa bênção. Você já não precisa (mais) se preocupar com a
astronômica dívida que pesa(va) sobre os seus ombros.
3.
Com que você tem que se preocupar então? O que você tem de fazer para
entrar na posse de tão grande redenção? Já sabemos bem qual a lição
magna que viemos aprender aqui nesta escola: a responsabilidade. Você
já sabe que é responsável por tudo que aconteceu com você, que está
acontecendo com você, que acontecerá com você. E, se você puder
assumi-lo, entenda que você é responsável por tudo que acontece no seu
universo de manifestação. O seu universo de manifestação é tudo o que
existe e que de alguma maneira o atinge: ou pelo corpo, ou pela mente,
ou pelos sentimentos, ou pelos sentidos, ou por qualquer outro sensor
de realidade de que você disponha. Se você viu na TV uma cena na Groenlândia e isso
o afetou, então o que você viu pertence ao seu universo de
manifestação. O seu universo é tão amplo quanto você puder suportar.
E você entendeu também que na verdade você é co-responsável, apenas
co-responsável graças à providência e misericórdia do Senhor. Pois tudo
o que se manifestou no seu universo de manifestação se manifestou, não
porque você tenha feito em verdade, mas porque você escolheu que
acontecesse. O seu livre-arbítrio determinou que assim fosse, e assim
foi. Mas não foi você quem quis: foi Deus quem quis em seu lugar, para
que você tivesse acesso a inimputabilidade. O seu livre-arbítrio é
livre, mas está continuamente monitorado pelo Senhor, que permite que
só se manifeste no seu universo de manifestação aquilo que você
realmente quer. Você fica com o bônus do prazer, e o Senhor com o ônus
do pecado. Mas enquanto você não descarregar esse fardo de cima de
você, você é réu de juízo, e terá de pagar por ele.
4.
Como alijar o fardo incômodo? Esse fardo é o acervo acumulado ao longo
de muitas vidas, e é muito pesado, e você não suportaria o impacto dele,
se ele fosse manifestado de uma só vez, condensado num só ato. Você não
se sentiria no fundo do poço: você se sentiria o próprio fundo do poço!
Se examinarmos esse fardo, vamos ver que ele contém todos os erros que
você já cometeu, todos os erros que você tem cometido. Nele
encontramos: mentiras, enganos, logros, traições, roubos, corrupções,
concupiscências, ofensas, crimes hediondos, vinganças, ressentimentos, mágoas,
tristezas, doenças, enfermidades, fofocas, piadas sujas, acervo de
termos menos nobres, enfim toda sorte de males. É realmente um fardo
nauseabundo, asqueroso, próprio de quem é definido pela Escritura como
"trapo de imundícias". Eu já passei uma receita (derivada do grande
decreto dado pelo Senhor: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará."
Para alijar essa carga, você vai ter de passá-la para alguém, pois não
adiantaria nada jogá-la no chão (= fingir que ela não existe), pois ela
continuaria atuando com toda a sua malignidade sobre você. Por isso,
tem de passá-la a alguém que possa suportá-la. E isso só pode acontecer
com um ato de verdade: você tem dá-la em troca de alguma coisa. Você dá
o fardo, e recebe a paz. Qual o mecanismo cósmico que permite essa
troca tão vantajosa para você? É o perdão. Você tem de pedir perdão a
quem? A quem vai receber o seu fardo. E o único que pode receber o
fardo universal é Jesus Cristo. Mas Jesus Cristo é humilde e manso de
coração, e não vai aceitar o seu pedido de perdão, porque para Ele você
já está perdoado. Como disse Isaías: Ele recebeu sobre si as nossas
dores, as nossas enfermidades, e, em troca disso, nos deu a paz! Então
só nos resta apelar para a instância adequada: para o Pai, porque Ele é
o Fazedor. Assim, temos de pedir perdão a Deus por tudo de errado que
fizemos nesta vida, porque do errado de outras vidas Jesus Cristo já
cuidou. E, como foi através da palavra que cometemos os pecados, é pela
palavra que devemos desativá-los. Nós bem sabemos que a carga angariada
nesta vida é muito pesada, escorchantemente pesada, e precisamos fazer
um bom levantamento dela para podermos passá-la ao Senhor Deus Pai.
Assim,
recolhamos-nos em lugar sossegado, em hora sossegada, e façamos um exame
de consciência, procurando nos lembrar de tudo o que pudermos, que
tenha de alguma maneira ofendido a alguém. E peçamos perdão a Deus por
cada uma dessas ofensas. Esta é uma operação dura, humilhante,
terrível, às vezes, mas tem de ser feita com todo empenho, com toda
sinceridade. Você precisa tomar consciência o mais plena possível dos
agravos que você cometeu nesta vida. E, assim, você vai se alijando da
carga, até o momento em que há de sentir isso quase fisicamente. Cada
furúnculo tem de ser espremido e extirpado. E, depois de ter feito esse
descarrego bem conscientemente, peça perdão a Deus pelos pecados que
você cometeu e não se lembra, e pelos que você cometeu
inconscientemente, isto é, automaticamente. Depois disso, de ter
confessado todos os seus pecados a Deus, fique na firme certeza de que
Deus lhe perdoou: Deus lhe deu a paz em troca deles.
5.
Agora
que você alijou o fardo, você tem de se precaver contra as investidas
do mal, porque o diabo não vai deixar de o tentar, pois para isso ele
existe. E como se garantir contra os ataques do mal? Jesus Cristo deu a
receita: "Vigiai e orai." De ora em diante você vai começar a vigiar os
seus atos antes mesmo de fazê-los, vai vigiar as suas palavras, antes
mesmo de articulá-las, vai vigiar os seus pensamentos antes mesmo de
exprimi-los. Você vai começar a errar cada vez menos, a dizer menos
palavras inconvenientes, a ter menos pensamentos menos nobres. Mas você vai
ter de se policiar, e isso, no princípio, exige muita energia. Você já
não poderá se irar com quem o tenha ofendido, porque você já sabe que a
ofensa pertence aos dois, você é sócio daquele que o tenha ofendido. Mais ainda:
se
você procurar com diligência e sinceridade, você vai ver que a ofensa, já em termos humanos, era bem
merecida. Muitas coisas vão ter de ser reavaliadas. Logo você perceberá
que está vivendo em novidade de vida, e que o homem velho ou já morreu
ou está dando as suas últimas despedidas. A oração logo brotará
espontânea dentro de você, e você terá um grande prazer em falar com o
Senhor, em falar com Ele das suas preocupações, das suas aflições, dos seus
problemas, dos seus projetos, dos seus sonhos.
É então que você deve se entregar de viva voz ao senhorio do Senhor.
"Senhor, eu me entrego a Ti, e Te recebo como meu único e suficiente
Salvador".
"E Te, agradeço, Senhor, por tudo que fizeste por mim, pelo
mundo".
"Eu te agradeço, Senhor, pelo sacrifício que fizeste por mim,
pelas aflições que sofreste por mim, pelas humilhações que suportaste
por mim, pelo santo sacrifício em que foste o Cordeiro de Deus para nos
salvar."
"Eu te agradeço, Senhor, porque me deste a grande bênção da
redenção gratuitamente."
"Eu te agradeço, Senhor, por tu seres como tu és."
"Amém."
"Em verdade."
"Assim é."
"Assim seja!!!"
6.
Agora você pode ter a certeza de que é um cidadão na Casa do Pai.
Com ósculo santo,
o peregrino