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Nota:

Essa é na verdade a única premissa

necessária e suficiente.  Em nenhum

momento do argumento, ela deixará de estar

presente ou direta ou indiretamente.  Por

isso, é muito importante tratarmos dessa

questão de uma maneira séria e honesta.

Tudo o que existe: universo visível,

universo invisível, radiações, buracos negros,

buracos brancos, íons, neutrinos, ratos,

micróbios, vírus, pessoas, anjos, santos,

deuses, e tudo o mais que caiba no status

do possível ou do possibilível, tudo, sem

qualquer exceção; tudo o que existe em suas

incontáveis manifestações e pârametros

incontavelmente variados de características;

tudo o que existe, desde o mais elevado e

omniabrangente ser até os mais ínfimos,

que navegam sua existência nas fímbrias

do pen-existir; tudo o que existe e mais, se

mais houver; tudo, tudo, tudo tem de ter tido

uma única origem; origem primeira, antes

da qual nada mais existia ou era.  

Ao homem é impossível entender duas

entidades, que ele tem de "engolir", pois se

impõem por si mesmas: o infinito e o nada. 

Essas são categorias mentais com as quais

o homem lida mais ou menos levianamente,

porque delas fala como se já fosse algo

devidamente entendido.

Assim, podemos dizer, sem saber bem (ou

mal) o que estamos dizendo, que antes de

TUDO O QUE EXISTE, de TUDO O QUE É, 

havia o nada, o nada absoluto.  Um estado,

um ser-estado absoluto de ausência.  E isso

não podemos entender. 

O que fica dessa reflexão é que podemos 

regredir (ou progredir?) infinitamente, sem

jamais chegarmos a um princípio.  Pois todo

princípio, quando atingido, aponta para um

princípio mais princípio, e isso numa cadeia

de regressão (ou progressão) infinitamente

infinita. 

Ou seja, o princípio de todos os princípios

é transcendentalmente transcendente, mas se

impõe por si mesmo, da mesma maneira que

o infinito e o nada se impõem (logicamente,

matematicamente) como dados noéticos

inquestionáveis. 

Assim, podemos estabelecer noeticamente:

no princípio de todos os princípios, houve,

originada do Nada (escrevemos com 

maiúscula, porque esse é um mistério

supremo: impõe-se noeticamente, mas foge

a qualquer tentativa de apreensão pelo

entendimento), uma protossubstância ou

protoenergia que tinha de conter em si tudo

o que haveria de ser, de existir a partir dela.

Nesse princípio, antém do qual só existe

eternamente soberano o Nada, se continha

em um altíssimo nível de compressão, tudo o

haveria de ser, de existir, da mesma maneira

que numa semente minúscula se comprime

em altíssimo grau árvores e árvores,

florestas e florestas.

Podemos imaginar esse Princípio como um

foco infinitamente comprimido, de mínima

(ou nenhuma) dimensão.  Esse Princípio

tem de ter havido desde infinitas eras, desde

unidades que não são de tempo, mas de algo

muito maior que contém o próprio tempo em

semente.  Esse Princípio é chamado,

às vezes, por falta de nomeabilidade

condigna de ANCIÃO DE DIAS.  Onde dias

realmente se refere a unidades de duração

que transcendem o tempo que como tal

experienciamos. 

Mas por ter sido único e ter existido tanto

tempo íntegro, este Princípio tem de ter certas

características necessárias, características

que se impõem por si mesmas. 

Características inquestionáveis,

autoimpositivas. 

E é sobre essa base intocável que deve se

erigir toda e qualquer reflexão que tenha

como objetivo o deslinde dos grandes

enigmas que têm açoitado o homem desde

priscas eras.

Só sobre essa base podemos obter

respostas suficientemente confiáveis

à origem do homem, o destino do homem,

o sentido da vida, o sentido da existência.

Pois tudo está inscrito desde sempre na

mesma substância do ANCIÃO DE DIAS, a

quem chamo de UM primeiro e único.  Com

toda a unção por ser esse o nome que revela

todas as outras coisas, todos os outros

mistérios.  Entendendo o UM, entendemos

tudo o demais, pois tudo o demais é

conseqüência direta do fato de o UM ser UM.

Esse é um site dedicado ao UM primeiro e

único. A ELE toda a glória e todo o louvor.

Tudo veio dELE, todos vieram dELE, e tudo

está voltando a ELE, e todos estão voltando

a Ele.  Seguramente, sem possibilidade de

extravio, eterno ou não.  Pois não há outro

a quem voltar. 

Todos, sem exceção de qualquer um: Madre

Teresa está voltando, César está voltando,

Judas Iscariotes está voltando, Hitler está

voltando, eu estou  voltando, você está

voltando.  Cada um  à sua maneira, cada

um a seu tempo.  Não há outro para quem

voltar.  Pois fora dELE tudo é temporário: 

o céu, os céus, o inferno, os infernos, este 

lar, e os outros lares a que havemos de

ascender.  Tudo é temporário: o eterno é

eterno, mas é temporário.  Fora dELE, só

existe Caminho, e muitas pousadas ao 

longo do Caminho, tantas quantas quiserem

o nosso Querer.

Louvado seja o Senhor!

Com ósculo santo,

o peregrino