Meditação - 30.10.06

 
 

 

1.  Você tem exatamente tudo o que quer nesta vida.

 

2.  Aquilo que você realmente quer.

 

3.  Você não quer ter problema.

 

4.  Você tem problema(s), dificuldade(s).

 

5.  Então, você quer ter problema(s), dificuldade(s).

 

6.  Como entender essa (aparente) contradição?

 

7.  Você é um(a) criador(a), um(a) co-criador(a).

 

8.  Você está criando e mantendo a cada segundo a realidade que o rodeia.

 

9.  Outros estão criando a cada segundo a realidade que os rodeiam..

 

10.  A realidade experimentada é uma intersecção das criações simultâneas  de

cada um de nós.  Há realidades para as quais contribuímos menos, e há realidades

para as quais contribuímos mais, diretamente falando.  Contribuo pouco para

a descoberta de uma nova arma que está sendo construída nos subterrâneos do

Póder, mas contribuo de uma maneira que ainda não posso ver.  Contribuo mais

para a manutenção do meu entorno.  Porque me intersecciono em criação (em

co-criação) e em manutenção deste universo de manifestação com todos os 

demais que nele vivem, que nele existem.

 

11.  O meu querer e o seu querer se interseccionam com o querer de todos  os

demais habitantes deste universo.  Um pensamento agressivo, uma atitude

violenta, um ódio reprimido, uma indignação abafada ou manifestada, tudo

isso contribui para a construção daquela arma que está, sim, sendo gestada

e construída.

 

12.  Por isso, procuremos ter pensamentos de paz, sonhos de utopia,

imaginações filantrópicas, pois elas se casarão com as de muitos e se

fortalecerão, e virão a manifestação.  Uma ONG de preservação da natureza

aliada a um desenvolvimento auto-sustentável tem, sim, uma colaboração de

cada um de nós.  

 

13.  Por isso é importante não nos calarmos nunca diante de um crime lesa-

natureza.  O nosso não deve ser um grito de indignação, pois isso é altamente

deletério, e só vai reforçar a atitude-grupo daqueles que em nome do lucro se

se dispõem a destruir (in)conscientemente as florestas e os bens naturais.

 

14.  A nossa atitude, a nossa fala não deve se voltar contra os que destroem,

mas a favor dos que constroem, dos que lutam a favor da natureza.

Tenhamos em mente que toda propaganda contra é propaganda a favor, pois

é um reconhecimento do fato de que o problema realmente existe, sendo isso, 

um fortalecimento do mesmo, pois ele se alimenta de todas as atitudes

negativas.

 

15.  Toda preocupação, sendo de valoração negativa, contribui para

fortalecer o problema focado.  Tudo que é negativo, deletério, se abebera

de tudo o que é negativo,  tenha ou não uma ligação direta com a coisa.

 

16.  Exaltemos os que fazem o  bem, as boas coisas, as boas promessas do

do Senhor; coloquemos em oblívio os que fazem o mal, as más coisas, as ações 

e atitudes de Mamon.

 

17.  Queiramos conscientemente as boas coisas, louvemo-las, contribuamos

materialmente com elas.

 

18.  De que é feito o nosso querer?  Essa é uma questão muito importante.

Ele é feito de desejos, de sonhos, de projetos, de planos, pensamentos. O que

ocorre é que essas coisas têm um baixo nível de energia própria ou

interseccional.

Elas germinam, às vezes, fortes, mas logo cedem às condições atitudinais

preponderantemente negativas próprias desse ambiente em que vivemos.

 

19.  De que é feito o nosso querer, o nosso querer autêntico, que tem força de

vigência?  O nosso querer é feito de 1% de boas coisas e de 99% de más coisas.

Oramos cinco minutos ou mais e nos entregamos ao Senhor, aos Seus cuidados.

Terminamos o período de oração e logo nos entregamos aos cuidados comezinhos

do nosso quotidiano.  E de que é feito o nosso quotidiano?  De atos, de

pensamentos, de palavras, de atitudes.  Examinemos conscientemente esse

acervo.  Nele vamos encontrar, e em grande proporção, preocupações, medos,

ansiedades, dúvidas, conflitos, imaginações deletérias, vôos livres, e não

monitorados, do pensamento que se embrenha em locais de alta periculosidade:

em lembranças tristes, em memórias recriminantes, em antecipações negativas.

E podemos reduzir todo esse acervo a uma única palavra: MEDO.

 

20.  O nosso querer autêntico é feito de MEDO!  E é por isso que as coisas

más nos acontecem: as doenças, as depressões, as traições, os enganos, os

problemas financeiros, os problemas familiares, os problemas existenciais.

 

21.  Jó era um homem justo, temente ao Senhor, e muito próspero e feliz.

Um dia, Deus o permite, e o Diabo age em sua vida, tirando-lhe os filhos,

a prosperidade, a saúde.

E Jó  logo desconfia:

 3:25  Porque aquilo que temo me sobrevém, o que receio me acontece.

Na versão ARC, tem-se:

 3:25  Porque aquilo que temia me veio, o que receava me aconteceu.

Mas, tanto uma como outra versão estabelecem uma clara relação entre o medo

e aquilo que acontece a alguém.  Jó era justo e temente a Deus, e parecia que

o Diabo não tinha "ponto de pega"  para o perturbar.  Mas tinha um, um único,

e de grande eficácia: o medo, o receio.

Por isso, precisamos investigar o nosso íntimo com muito cuidado, a verificar

se lá existe algum ponto, ou foco,  ou semente de medo. E erradicar

mais prontamente possível aquele  foco, pois ele é portador de uma alta

periculosidade  para nós.

 

22.  Como erradicar o medo, o receio, a preocupação de nosso íntimo, de nosso

coração? Essa é uma questão muito importante para nós, e precisamos

refletir sobre ela com todo cuidado, com todo carinho.

Do que lemos em Jó podemos concluir que:

o medo é a prova daquilo que se vê ou em realidade, ou em imaginação. E a

certeza das coisas que virão ou em status de manutenção ou em status de 

de atualização, de realização.

 

23. Ora, lemos na epístola aos Hebreus, capítulo 11, verso 1:

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas

que se  não vêem.

 

24.  Essa mesma definição podemos aplicar ao medo.  O medo é o firme

fundamento das coisas que tememos, e a prova das coisas negativas que se

não vêem, mas que estão atuando fortemente na fábrica da nossa criatividade.

O medo é uma forma de fé!  Ou uma contrafacção da fé.  O fato é que ele

funciona do mesmo jeito que a fé.  Com uma diferença: quando existe, ele

é mais acalentado, podendo estar ativo até 24 horas por dia!  Porque se a fé

se alimenta do que ainda não se vê, o medo se alimenta TAMBÉM  daquilo

que já se vê.  Se alguém está doente, o medo natural decorrente desse estado

retroalimenta a doença, tendendo a perpetuá-la.  E o medo age de uma forma

sub-reptícia, estando pronto a se instalar diante de qualquer vacilação do

homem.  É, então, o medo mais forte do que a fé?

 

Sim e não.  Sim, porque tem mil maneiras de se instalar: através da dúvida,

da preocupação, do vacilo, do quadro físico, das imaginações, dos sonhos.

Não, porque, sendo uma forma de fé, a fé logicamente é maior do que ele.  E

a fé é a única arma positiva, opositiva, que o homem tem contra o medo. 

Asssim, para se livrar do medo, o homem tem de habilitar a fé. 

E como ativar a fé diante de um quadro desesperante?

 

Para responder a isso, examinemos Mateus 11:12.

E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto.

Para entendermos a parte que diz respeito a essa nossa argumentação, vamos

diminuir o alcance arquetípico desse verso.  O reino dos céus, a fábrica da

criatividade positiva é tomado à força: ninguém chega a ele a não ser por

violentação.  O homem tem de se violentar a si mesmo para poder tomar

posse do reino da criatividade positiva. Se o quadro é desesperante, deve

declarar de viva voz que tudo está bem, que não há nada a perturbá-lo,

seja uma ameaça de falência, seja uma doença ruim, seja um problema

familiar dito irresolúvel.  Se está se mirrando a olhos vistos, tem de

declarar, contra tudo e contra todos, que está saudável, e isso muitas vezes

ao dia, e sempre que o mal o assaltar.   Fogo contra fogo!   Se perseverar,

logo verá que o quadro em que pensava estar era um quadro mentiroso,

forjado com as armas da mentira: o medo, o medo, o medo. E logo,

realmente, se sentirá saudável, e estará saudável.

E do próprio texto sagrado, para reforço da sua violentação, ele pode

declarar Isaías 53:

4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o

reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos

traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Declarar, declarar e declarar essa verdade maior, maior do que todos os

medos, do que todas as dúvidas, do que todas as preocupações, do que todos

os problemas e perturbações, do que todas as dúvidas, do que todos os vacilos,

do que todas as enfermidades, do que todas as doenças, do que todos os

castigos, do que todas as malignidades.

E logo virá a paz, e serão afastados todos os males.

 

Seja esse o nosso querer: aquilo que Jesus Cristo já fez por nós. Por nós todos.

 

Com ósculo santo,

 

o peregrino