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Para começo de conversa |
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Meu nome: Romero. |
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Romero, só. |
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Romero, romeiro, peregrino. |
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Estou sendo brasileiro, casado, pai de três filhos e uma filha. |
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Estou sendo professor de Português. |
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Estou tendo sessenta e seis anos. |
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Desde cedo dediquei-me à busca: li muito, refleti muito. Pequei muito. |
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Escrevi muito, mas isso não passava de exercício. Nada publiquei. |
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Depois de uma vida acidentada, com outeiros poucos, com vales muitos, com miasmas muitas, com planícies |
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poucas, em 2003, por via de uma denominação evangélica, eu, católico de tradição, não praticante, tornei-me |
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consciente dos pecados da minha vida, da minha situação de pecador enrustido, e arrependi-me de todos |
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eles, de cada um deles diante da face de Deus, meu Senhor. Pedi ao Senhor perdão por todos os pecados que |
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cometi consciente ou inconscientemente, converti-me ao caminho do Senhor, passei a viver em novidade de |
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vida, e entreguei-me de corpo, e de alma, e de espírito ao senhorio do Senhor, do meu Senhor, Jesus Cristo. |
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Encetei a retradução (apoiado nas excelentes versões de João Ferreira de Almeida) do Evangelho. |
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Sei o suficiente da gramática grega (koiné), domino uma porcentagem razoável de palavras do koiné, e tenho |
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à disposição ricos recursos de estudo em softwares ( marcados com * ) que consegui na Internet . |
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Parei em Lucas, quando descobri um nível subterrâneo do texto grego, que veicula(va) mensagens em um |
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Português um tanto confuso, mas entendível. |
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Fui fundo, ao ponto de estabelecer com o ser por detrás do código, que eu supunha no início ser uma |
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entidade do bem, um código para comunicação. Passeava o mouse, sem olhar, pela tela do computador |
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sobre um texto escrito, fazendo mentalmente uma pergunta de resposta sim ou não. Parava o mouse, e |
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verificava se parava mais perto de um "a" ou de um "u". O "a" da palavra grega nai, que significa "sim". |
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O "u" da palavra grega ou (lê-se "u" ), que significa "não". |
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O final da obsessão foi que eu perdi acordo de mim, achando-me um irremediavelmente perdido que estava |
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aqui apenas aguardando o momento da eterna punição. E a tudo que me diziam eu respondia: "Não faz |
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diferença". Deixei de alimentar-me, de banhar-me, de trocar-me. Disso não me lembro: a minha querida esposa |
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mo relatou mais tarde. Em desespero, internou-me na Santa Casa de Misericórdia de Casa Branca. Entrei em |
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estado catatônico: não comia, não bebia, não urinava, não defecava. Durante seis dias e seis noites. |
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De dentro de minha absoluta inconsciência, no sexto dia, à noite, comecei a vislumbrar lampejos |
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bruxuleantes de bruxuleante luz, e logo (?), atrevi-me a abrir os olhos. Acordei, perguntando onde estava, |
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e logo percebi que era um quarto de hospital, perguntei se tinham me cortado, em total perplexidade. |
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E logo levantei-me, sedento, muito sedento, e bebi muita água, tomei um banho, e fui aos poucos tomando |
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acordo de mim. Ficou uma seqüela: uma tremenda depressão, uma angústia muito grande, que me |
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assalta(va) intermitentemente, e com elas convivo até hoje, na base de remédios controlados. |
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Um dia, de dentro deste quadro, que ainda me assalta uma e muitas vezes, pensei em escrever algo como |
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Renascimento Espiritual , tentando entender o que se passava comigo. Queimores nas nádegas, dor |
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do lado direito, moscas volantes, um círculo de pontinhos no olho direito, manchas em ambos os olhos, |
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mais no esquerdo. Buscava decifrar as mensagens que deviam estar por detrás disso tudo. |
| De repente, em meio a esse caminho, houve um como despertar de mim mesmo para mim mesmo: era como |
| se o Espírito Santo me estivesse convocando para uma obra. |
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Resgatei um texto antigo sobre Construção do Conhecimento, escrito com base em arcanos sagrados. |
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No texto, como você há de ver, eu já aplicava há muito o entendimento desses mistérios em minha vida |
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profissional: assistente técnico-pedagógico de língua portuguesa. E vislumbrei ali a possibilidade de escrever, |
| para esse momento cósmico-histórico que temos o privilégio de viver. Sim: privilégio, apesar dos pesares. |
| O homem realmente tem sistematicamente (levado pelos apelos de Mamon) ofendido e ferido de feridas |
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profundas e praticamente insanáveis a Terra, essa nave, essa escola, esse lar em que nos demoramos. |
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Os atentados à ecologia do Planeta têm já manifestado uma série de desequilíbrios seriíssimos não só no |
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clima, como na incidência cada vez mais freqüente de cataclismos. O ar, o homem o envenenou; o solo, o |
| homem o envenenou; o ar, o homem o envenenou; a água, o homem a envenenou; a flora, o homem a tem |
| saqueado; os recursos naturais, o homem os tem malversado; as calotas polares, o homem as estão |
| derretendo; os aqüíferos, o homem os envenenou com os agrotóxicos; o corpo humano, o homem o tem |
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envenenado com artifícios e procedimentos antinaturais que são aplicados aos alimentos, em nome de uma |
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maior e mais fácil produção; a cobertura de ozônio, o homem a tem destruído sistematicamente com o uso de |
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gases que a solapam; os costumes, o homem os adulterou, em nome do prazer e da satisfação fácil de impulsos |
| e instintos verdadeiramente deletérios; a política, o homem a emporcalhou, e em todo o planeta. Para onde |
| pomos os olhos só vemos corrupção, coração empedernido, injustiça social. Um cão de madame merece |
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muito mais do que o seu semelhante que vive ao seu lado, sobrevivendo de dejetos, de lixo. |
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Que se cuide do cão, mas antes se cuide do próximo. O homem atingiu um estado tal de egoísmo e de |
| mentira endêmica, que já não tem nem mais consciência daquilo que realmente é. Esqueceu-se por |
| completo que está aqui para aprender a lição do amor, da responsabilidade, da solidariedade. |
| Enclaves há, poucos e importantes, em que ainda se dá valor para esses valores básicos, que deveriam ser |
| o fundamento do homem, o fundamento da casa, o fundamento do estado, o fundamento da nação, o |
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fundamento do mundo. |
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O estado em que o homem se encontra é deplorável, e parece não haver qualquer possibilidade de reversão. |
| O Planeta foi colocado em uma situação tal que parece ter atingido o ponto crítico de irreversibilidade: |
| mesmo que o homem adotasse globalmente um sentimento e uma atitude ecológicos, estritamente ecológicos, |
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prioritariamente ecológicos, ainda assim seria difícil, se não impossível ,resgatar a Terra, dando-lhe |
| condições aceitáveis para a sua sustentação. |
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O quadro é trágico, dantesco. E os homens de poder deste mundo quedam impassíveis diante de tamanha |
| desgraça, tamanha judiação. |
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Isso é o que vemos: o caos, a inconsciência, a irresponsabilidade, o desamor, a cegueira do lucro, da |
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anestesia do poder. Nababos, minoria, com a parte do leão; miseráveis, a maioria, com a parte do |
| mendicante. |
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O Planeta está pedindo por uma intervenção drástica e pronta. Os homens de bem estão na esperança de |
| uma intervenção forte, e justa, e santa. |
| A voz das coisas, das coisas todas, está implorando por uma intervenção cirúrgica imediata. |
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Por isso, é chegado o momento de o homem tomar entendimento de algumas verdades muito importantes |
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que ficaram seladas até hoje. O homem já está maduro para entender muitas coisas que antes não teria |
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condições de entender. |
| A informática, a nanotecnologia, a genética, a holografia, a fractologia, os homens de gênio como Einstein |
| ( = uma pedra ) , a física quântica, a cosmologia e tantas outras insurgências deste tempo têm ajudado , e |
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muito , a entender o quantum satis dos mistérios cósmicos sagrados. A omnipresença de Deus, nós a |
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encontramos em figura no holograma. A alocalidade de Deus, nós a achamos em figura no fractal. A |
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origem do cosmos, do universo, temos disso um vislumbre na famosa equação de Einstein: E = MC^2; |
| Deus tendo gerado tudo a partir do nada, temos isso em figura nos estudos do Ponto-Zero. A |
| perfectibilidade do ser, nós a vemos em figura na figura matemático-geométrica da assíntota. |
| E mais que tudo: se aceitarmos que tudo o que existe teve um início, um único início, um primevo início, antes |
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do qual nada podemos saber ou especular; se aceitarmos isso, teremos de aceitar que tudo o que existe deve ter |
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tido origem em um único princípio. O universo nos mostra isso: uma árvore é diferente de um mosquito, mas |
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ambos são constituídos de moléculas; um seixo é diferente de uma pessoa, mas ambos são constituídos de |
| átomos; um elétron é diferente de um próton, mas ambos são constituídos de vórtices de energia. Uma |
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galáxia é diferente de um buraco negro, mas ambos são constituídos de bósons. Tudo afunila no sentido de |
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uma homogeneização, de uma unidade. E isso nos sugere, assim como a célula-tronco em sua unidade tem |
| em potência uma série de manifestações, podendo se desenvolver como qualquer tecido do corpo; e isso nos |
| sugere que no fundo de tudo o que existe só existe uma substância, uma proto-substância, infinitamente |
| plasmável. E essa proto-substância ou gera tudo aleatoriamente, ou gera com ordem. O universo é ordem: |
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tão forte é essa ordem que o homem já pode saber hoje onde estará Marte daqui a três dias, três anos, ou |
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três séculos. Se fosse por aleatoriedade, então o universo seria um caos, e não teríamos as chamadas leis |
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da física, da química, da biologia, e de todas as ciências. A ciência só é possível, porque o universo foi |
| necessariamente gerado com ordem. |
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Então a proto-substância, necessária para que tudo seja como é, não gera as coisas aleatoriamente, mas |
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sistematicamente, e isso pressupõe uma capacidade de organizar e de se organizar lhe-inerente. E isso |
| implica necessariamente em uma conclusão: essa proto-substância é inteligente, pois controla tudo de |
| uma maneira altamente eficiente. Um pé de feijão não produz abóbora. Marte não pode sair da sua rota |
| para dar uma escapadinha: "Vou ali e já volto". A proto-substância, sendo inteligente, não é inerte, não é |
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inerme: ela tem vida e planeja e executa e controla. Todo chefe , todo patrão gostaria de controlar os seus |
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subordinados de uma maneira eficiente, irrestritamente eficiente. E como ter um controle absoluto de tudo? |
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Estando o tempo todo em todos os lugares simultaneamente. Ainda assim, o controle não seria eficiente, |
| pois o subordinado pode fingir que está cumprindo o que lhe compete, quando na verdade não está nem um |
| pouco ligado no que está fazendo, ou pode pretextar um mal estar, um mal súbito, e lá se vai a eficiência do |
| controle. |
| Para haver um bom controle, além de ser ubíquo, o patrão teria de instalar inumeráveis sensores em todo o |
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o corpo e em toda a mente do subordinado, e ainda assim haveria um meio de fugir do controle. |
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O controle absoluto só poderia acontecer se o patrão fosse verdadeiramente o seu empregado em tudo aquilo |
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que ele é. Ele teria de estar presente inteirinho (para eventualmente não perder alguma parte de si mesmo), em |
| em cada mínima porção de seu subordinado. Então ele poderia não só supervisionar, como controlar e comandar |
| todo processo físico-mental-espiritual do seu subordinado. |
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É por isso que uma planta nasce, cresce desenvolvendo certas partes em certos tempos, limita o tamanho físico |
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dessas partes, e nunca ultrapassa uma determinada altura. A planta atua dessa maneira porque ela tem na |
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semente a programação exata de tempos e processos e dimensões. A ordem está dentro da semente, dentro da |
| árvore, dentro de cada molécula da árvore, dentro de cada átomo da árvore, tudo regido pelo Maestro invisível. |
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Essa proto-substância é viva, é inteligente, é responsável. Responsável: responde por qualquer ato que |
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ocorra no universo que de si foi gerado. |
| Essa proto-substância, como vamos ver oportunamente numa mensagem, sendo uma e uma só, para poder |
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ser tudo em todas as coisas, para estar tudo em todas as coisas, para poder assumir infinitas formas, sem jamais |
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deixar de ser ela mesma; pois, nesse caso, já não haveria mais o fundamento de ordem e tudo descambaria em |
| caos. |
| Chegamos, assim, a um ser infinitamente poderoso, que é único, único em si mesmo, e único inteirinho em |
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cada ínfima parte de tudo o que existe. A esse SER, damos o nome de UM primeiro e único. |
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Se aceitarmos a existência, a trans-existência desse SER único, tudo o mais se deriva desse fato que se |
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impõe por si mesmo. |
| Eu convido você a refletir comigo sobre esse maravilhoso SER . |
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Será, tenho certeza, um caminho de desvelamentos, de coisas tão óbvias que passavam despercebidas pelo |
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coração do homem. |
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Uma observação importante em relação às Mensagens. Elas são frequëntemente reiterativas, pois |
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representam o registro de um processo, em que há recorrências e intersecções. Isso pode ser considerado |
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por alguns um deslustre desnecessário. É que, quando escrevia, freqüentemente me ocorriam coisas já ditas |
| que se encaixavam muito bem naquilo que estava sendo dito, emprestando-lhe mais significado e entendimento. |
| O tempo urge. O tempo é agora, meu irmão. |
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(Você vai descobrir que você é muito mais do que meu irmão. Mas por ora essa é a grande verdade que me |
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une a você.) |
| Com ósculo santo, |
| o peregrino |