Aprendendo com o Espírito Santo

 

O padre Antônio José disse que detrás de cada tribulação, de cada problema, está uma bênção.

Ó Espírito Santo, ensina-me a ver o que há por detrás de cada tribulação que estou vivendo.  Eu to peço em o nome de Jesus Cristo.

Vamos descrever, uma a uma, essas tribulações, na certeza de que o Senhor há de iluminar o que deve ser iluminado, para que as entendamos, e possamos, em maior glória, adorar o Deus único e verdadeiro e a seu Filho Amado, Jesus Cristo, nosso Senhor.  Pois queremos dar o testemunho das

 grandes coisas que o Senhor tem feito em minha vida, depois que a ele me converti, de corpo, de alma, de espírito, de ser inteiro.  Entreguei-me a Jesus Cristo, e disso não desisto, pois nisso a minha glória.  E sei que ele me aceitou, porque disse que de modo nenhum lançará fora aquele que for a ele. Sei também que os meus pecados todos já foram perdoados pelo Pai amantíssimo, pois  está escrito que se confessarmos nossos pecados a Ele, Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos livrar de toda a injustiça.  Sei também agora que estou sob a justiça que Jesus de Nazaré cumpriu para todos nós, pecadores.  Escabroso é o passado do velho homem que escreve essas palavras, mas também está escrito que se os teus pecados forem vermelhos como a escarlata, eles ficarão brancos como a neve.  Graças te dou Pai Santo, pelo teu amor, pela tua misericórdia, pela tua sabedoria, que soube resolver o insolúvel:  livrar o pecador de seus pecados e de todas as suas conseqüências, não num ato de mera benevolência, mas num ato de justiça-benevolência.

 Somos livres perante os céus, perante todos os seres que habitam os céus e todos os lugares do Seu reino, por um ato irrevogável, inquestionável, inapelável, de justiça.   Havia o pecado universal,  que atinge a todos os seres de todos  os tempos e de todos os espaços, uma dívida cósmica praticamente irresgatável. 

Uma dívida que foi iniciada por um ato de desobediência.  Uma dívida que só poderia ser paga por uma vida de obediência total, absoluta, irrestrita.  Uma vida totalmente sem pecado.  Uma vida santa, pura, casta, imaculada. 

Sem qualquer mancha, por mínima que fosse.  

Para um homem, uma dívida irresgatável.  E tinha, para se cumprir a justiça, que fosse resgatada por um homem.  E o Verbo – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. -,  despindo-se da sua glória infinita, se fez carne, carne humana, e habitou entre nós.  E, como homem, sujeito a todas as tentações a que estamos sujeitos, viveu uma vida santa, dedicada ao bem, em obediência total ao Pai, que o enviara.

E, vindo para ensinar e para ajudar, socorrendo a todos que a ele iam, com palavras e com atos, foi entregue aos pecadores, que tanto ajudara, para ser por eles sacrificado.  E morreu morte infamante pendurado no madeiro, e em nenhum momento se justificou, em nenhum momento se lamentou, em nenhum momento renegou a missão para a qual veio.  A desobediência de um trouxera a morte,  a morte de um pela obediência trouxe a vida, a vida que nunca se extingue, para todos aqueles que nEle crêem.   E um dia, todos crerão nEle, por bem ou por mal;  por vontade própria ou por imposição.

Pois tudo se encaminha em afunilamento para este grande dia.   Ele não deixará nenhuma centésima ovelha fora do seu aprisco. 

E nisso há um grande mistério, mistério que só o Amor pode compreender.   Está escrito que no dia do julgamento, Ele separará as ovelhas dos cabritos, e dará a umas um caminho de eterna glória, e a outros um caminho de eterna perdição.  Mas o que é eterno?  Para o nosso coração endurecido, é uma coisa,  mas será essa mesma coisa para o amantíssimo Pai?  Muitas coisas há para se revelar que a nossa mente acanhadíssima não tem presentemente condições de entender, pois como em espelho vemos.

De qualquer maneira essa não é uma preocupação para nós.  A nossa preocupação deve ser a de se converter ao Senhor, guardando zelosamente a Sua palavra, e nEle esperarmos, sabendo que Ele já resolveu tudo o que tinha para ser resolvido, pagando com a própria vida a grande e universal dívida pecatória.  E, pagando a dívida,  atraiu sobre si todos os pecados de todos os tempos, de todos os espaços, e as suas conseqüências, garantindo para nós uma vida sem enfermidades, sem dores, sem castigos.  Para nós, os que nele cremos. 

Como está escrito:

Ele verdadeiramente tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si.  ... O castigo que nós traz a paz estava sobre ele.  E pelas suas pisaduras fomos sarados.  (Isaías, 53: 4-5).

O Espírito Santo deu essa palavra a Isaías centenas de anos antes de elas ocorrerem em realidade.  E Isaías usa os verbos no passado, como se estivesse falando de algo que já tivesse acontecido!  Como entender isso? 

Na verdade, na verdade, o que ainda não tinha acontecido já tinha acontecido, porque se tratava da palavra de Deus, que jamais pode ser invalidada.  Um homem quando diz, diz:  "Amanhã irei lá".   Deus,  quando diz, bem pode dizer:  "Fui lá.".   Porque a Sua promessa, a Sua palavra,  não poderá deixar de acontecer: é como se já tivesse acontecido.  Homem algum poderá dizer hoje, dia 03/12/05,  "Estive lá.", referindo-se a 04/12/05.   Deus pode, porque o futuro para a Sua palavra irrevogável é já passado.   Se Deus diz, acontecerá, e em algum momento será passado.  O que Isaías disse aconteceu plenamente com Jesus de Nazaré,  que veio para cumprir a palavra, para tornar presente, para tornar passado, o que a palavra dizia.

Essas palavras de Isaías estão claramente dirigidas a nós, que, na relatividade do tempo, vivemos depois do sacrifício de Jesus de Nazaré.   A nós cabe aceitá-las, nelas crer,  delas usufruir.  Porque é para que tivéssemos vida em abundância que Ele veio.  E cumpriu a Sua missão santa missão.

Sim, Jesus veio para nos libertar do pecado, de todos os pecados, e de suas conseqüências:  as enfermidades, as dores, o castigo.  Se estou doente,  firmo-me em fé nessas palavras de Isaías, e fico curado. 

Se estou enfermo, firmo-me em fé nessas palavras, e fico livre da enfermidade.  Se sofro de depressão,  de angústia, de queimores, de qualquer enfermidade que seja,  que eu fique certo:  Jesus já me livrou de tudo isso. 

Mas Jesus veio não só para nos justificar, mas também para nos santificar.  O que ele quer é que sejamos santos.  “Sede santos, como é santo, o vosso Pai, que está nos céus.

Jesus quer que levemos uma vida de santidade, em que nossos pensamentos, palavras, sentimentos, sonhos, atos, sejam puros, limpos, sem mácula de qualquer espécie.  E resumiu:

 "Amai a Deus sobre todas as coisas, e ao vosso próximo como a vós mesmos."  

Amar os inimigos, bendizer os perseguidores,  abençoar os detratores, perdoar os ofensores, levar vida ilibada, eis algumas das conseqüências diretas do seu grande mandamento.

Se o meu objetivo é levar uma vida normal de cristão, cujos pecados foram perdoados, e que foi justificado, tornado justo, então eu apelo para as palavras de Isaías, e me liberto, sou liberto, de todos os males que me aflijam.

Se o meu objetivo é santificar-me, então, preciso entender mais a fundo o que significam as tribulações que me aflijam.  Pois detrás de cada tribulação, há um universo de bênçãos, que eu preciso descobrir.  E isso só o Espírito Santo pode fazer para mim.

Por isso, agora, porque, a despeito da vida em cloaca em que vivia, hoje eu busco a cada dia me depurar, porque descobri que um amor só há pelo qual vale a pena viver: o amor de Jesus, o amor do Senhor.  O maior  arrependimento que tenho na minha vida:  não ter descoberto isso há mais tempo.  Mas o Senhor tem os Seus santos desígnios.  E tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.

Cada tribulação que sentimos é o sinal de algo que não vai bem em nossa vida, e que precisa ser corrigido. 

Ela, então, tendo cumprido sua função, desaparecerá.

Vou a partir deste momento, com a ajuda do Espírito Santo, examinar cada uma das tribulações que ainda me afligem.

 

- Um círculo de pontos negros (que está se desfazendo) no meu olho direito na sua porção direita.

Estou vendo o campo direito como uma área em que existe uma área menor cercada do lado direito. 

Tomei consciência desse problema um dia em que estava dando uma orientação técnica na área da

educação.  E,  como construtivista enrustido, via os professores ou como autoritários ou como construtivistas.  E tinha a tendência de valorizar a esses, procurando convencer àqueles.  O fato é que criei (em minha mente, e, certamente na minha prática) um grupo seleto quase fechado, fonte de elogios do meu trabalho, que muito me envaidecia.  E menosprezava intimamente  àqueles que não pertenciam ao grupo, dando-lhes uma atenção altaneira. 

Orgulhava-me de não ter religião, mas de crer em Deus e em Jesus Cristo.  Naquele então,sendo reencarnacionista, mantinha uma atitude de orgulho desdenhoso em relação aos de outras crenças, crendo estar no grupo (seleto e limitado) dos que se acercavam mais proximamente da verdade, que era para mim uma entidade relativa.  Esse era o modo de ver o mundo que eu tinha:  Uma grande maioria espalhada por diversas crenças, e um pequeno grupo seleto que estava mais próximo da verdade.  Este o meu lado direito de ver as coisas e as pessoas.  Como já tinha lido uma parte da Bíblia, julgava-me mais sábio do que os outros, freqüentemente posando de grande sabedor dos mistérios do cosmos.  Vivia para o saber, mas não para o conhecer.  Queria entender, para entender como funcionava o cosmos, sem me preocupar em olhar para mim para ver como me encaixava nisso.  Era um teórico em assuntos de religião, um teórico e prático em assuntos de educação.  Deus para mim era um objeto (santo) de investigação, e me gloriava na sua grandeza absoluta, pois era infinitamente eterno, eternamente infinito. 

E grande, imensamente grande em misericórdia. 

Neste momento, Senhor, tendo chegado ao limite das possibilidades de análise, apelo em o nome de Jesus: 

“Estou sarado pelas pisaduras de Jesus.”  E proponho-me atentar a cada dia para o meu olho direito,  para o campo direito da minha visão,  para o campo das coisas santas, construtivas, dignificantes.

Falemos agora da reencarnação, que não pode simplesmente ser colocada entre parênteses.

Durante muito tempo vi na reencarnação um instrumento da misericórdia de Deus, partilhando disso com uns poucos que eu tinha por escolhidos.  Nessa época eu vivia uma vida em que períodos de busca se mesclavam com períodos de cloaca, de grande concupiscência.  E com momentos em que queria me livrar dessa situação altamente viciosa de pecado.  Para alguns poucos, eu era tido como um sábio.  E realmente o Espírito Santo, apesar de minha vida hipócrita, jamais me desamparou, ensinando-me muitas coisas no campo de minha atuação profissional, e no campo da investigação do UM.  Mas, como cria na reencarnação, e me via como um caso perdido, ia vivendo, empurrando com  a barriga a própria vida. 

Um dia, depois de muitas atribulações, em que inclusivamente perdi o fio da minha vida profissional, resolvi  que (a aceitação da bênção do resgate) seria desta vez.   Entreguei-me a Jesus, pedi perdão por todos os meus pecados, e desde então tenho procurado viver em novidade de vida, procurando buscá-lo em prática de vida.

 A reencarnação explicaria os desníveis de nascimento, a herança com que cada pessoa parece nascer. 

Mas seria apenas uma das explicações possíveis,  pois nada sabemos, em verdade, da nossa história.  Ninguém sabe por que começou, nem quando.  Também não sabe por que nasceu em tais ou tais circunstâncias.  Há de haver uma explicação maior, a que nossa mente não consegue chegar.  De qualquer maneira, havendo ou não a reencarnação, para mim agora é como se não houvesse, porque, se houver, do seu sistema (de seus laços) quero sair. 

E entendi que há um só caminho para me livrar do seu sistema, se ele houver.  E isso foi o que fiz:  entreguei-me a Jesus Cristo, como meu Salvador e Redentor. 

 Não preciso de uma história de reencarnações, para me sentir como irresgatável por mim mesmo e por minhas obras!  Essa presente vida seria por  mim totalmente irresgatável, tamanhos e tantos os pecados que cometi nesta vida.  Graças a Deus que Deus, em sua providência, em sua sabedoria,  proveu o sacrifício necessário e suficiente para  pagar a dívida impagável de bilhões e bilhões de pessoas.  Por isso, em face deste assunto, já me defini:  entreguei-me a Jesus Cristo como meu Redentor e Salvador.  A minha alegria hoje é ter Jesus Cristo como meu Senhor.  Ser propriedade inalienável de Jesus Cristo: este o meu maior sonho, o meu maior desejo.

E a reencarnação para mim é como se não existisse, como se nunca tivesse existido.  Já não me preocupo com ela, nem teórica, nem praticamente.

  

- Uma névoa no meu olho direito. Catarata incipiente, disse o oftalmologista.

A névoa torna indistintos os contornos, diminuindo a definição de uma pequena área no meu olho direito.

Há algo na área das coisas santas que necessita de uma maior definição.  Eu tenho me preocupado com a Santíssima Trindade, não em termos teóricos, mas em termos práticos. 

 Há um só Deus, constituído por três Pessoas:  Pai, Filho, Espírito Santo.  Eu sei que devo adorar a Deus; eu sei que o Filho, Jesus Cristo, aceitou ser adorado.  O Espírito Santo deve ser adorado?  Posso me dirigir a cada uma dessas Pessoas em particular?  Pois eu sempre digo:   Eu não vou desistir de ti. 

Referindo-me ao Senhor.  O Senhor é o Senhor Jesus?  Ou o Senhor também é Deus?  Como me dirigir a cada uma dessas entidades?  O Espírito Santo é Senhor?  Davi diz:  Disse o Senhor ao meu Senhor.

Podemos entender como:  Disse o Pai ao Senhor Jesus?   Ou: Disse Deus ao Senhor Jesus?

Ajuda-me, Espírito Santo, porque eu quero ser correto em relação a essas coisas, tendo consciência clara, limpa, definida, daquilo que venha a dizer em oração. 

Há uma outra área, referente à Virgem Maria.  Posso chamá-la mãe de Deus?   O Senhor Jesus é um com Deus.  O Senhor Jesus é o Verbo encarnado.   E João diz:  No princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus, e o Verbo estava com Deus.  E logo mais adiante:  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

Maria é mãe de Jesus, o Verbo encarnado.  Posso concluir que é mãe de Deus?  Por que Jesus se dirigia a ela como mulher?  E por que em Gênesis se diz que a mulher ferirá a sua cabeça (da serpente)? Maria pode interceder por nós?  Cristo não disse que “ninguém vai ao Pai,

senão por mim.”? 

Por que após a morte de Jesus, não se fala mais em Maria?  Os primeiros cristãos parece que não tinham em relação a ela nenhum tratamento especial.

Ajuda-me, Espírito Santo, porque eu quero ser correto em relação a essas coisas, tendo consciência clara, definida, limpa, da atitude que venha a tomar em relação a essas coisas.

 Posso rezar para Virgem Maria? Pedir a sua intercessão?

Ajuda-me, Senhor Jesus!

Eu sei que grande é o mistério da Santíssima Trindade.   As Escrituras nos dizem que o Filho foi enviado pelo Pai.  Que o Senhor Jesus enviaria o Consolador, o Espírito Santo. 

 Assim, para a nossa limitação de consciência,  podemos dizer que cada Pessoa Santa tinha – tem – uma missão particular, que, todavia, é universal, já que cada Pessoa  trabalha em perfeita sintonia com as outras, atuando como se fossem uma só.   Em essência, são uma só, em existência são três.  Cada uma existe de per si, gozando da glória da individualidade, mas são uma só em ... em ...  espírito.

E cada uma é, assim, santa e divina, e eterna, e digna de adoração, pois nenhuma é maior do que a outra, embora, para certos fins haja entre elas uma ... uma ... hierarquia.  

A nossa mente não pode entender:  cada Pessoa é ela mesma e as demais, unindo-se em... em... espírito, em uma só, Deus.   São a um só tempo distintas e mesmas.  E isso é um mistério sagrado que não nos é dado entender.  O Pai seria o grande Princípio gerador; o Filho, o grande Princípio fruidor; o Espírito Santo, o grande Princípio transformador. 

 Mas entendamos que tudo isso são apenas esforços para entendermos em baço espelho aquilo que jamais poderemos entender.  Para os efeitos práticos, Deus é Senhor, o Senhor dos Senhores; o Pai é Senhor;  Jesus Cristo é Senhor;  o Espírito Santo é Senhor.  Pois pertence a cada um  - o mesmo UM, em verdade -  o grande e incomensurável Reino do Amor.   Para nós, os que vivemos na Terra, sendo descendentes de Adão, Jesus Cristo é o nosso Senhor,  pois nos comprou com o Seu sangue.  Somos propriedade dEle, e a Ele devemos prestar vassalagem.  Ele é o Senhor que nos resgatou do Pecado, sendo, portanto, o nosso dono.  Mas o que Jesus fez, foi a mando do Pai, que O enviou  para esse fim.  E o Espírito Santo foi o veículo pelo qual Jesus desceu à Terra, para nela se encarnar,  transformando-se de Deus em  Filho do homem, em homem, como o  próprio Jesus se autodefinia.  E Deus, o grande Princípio unificador, a tudo supervisionava, a tudo administrava a partir do seio da Sua glória inexcedível.   Assim,  todas as  Pessoas  são Senhores.  Senhores nossos.  Ou melhor:  cada Pessoa é Senhor, na unidade trina de Deus.

  Podemos dizer que o nosso Senhor imediato é Jesus Cristo, pois foi Ele que nos comprou, pagando em Sua carne santa o o  o alto preço que a justiça exigia.  Mas não nos esqueçamos:  cada Pessoa é Senhor nosso,  pois todas  estavam envolvidas na grande Obra, que o Senhor Jesus de Nazaré misericordiosamente consumou.  Assim para nós, que vivemos a grande relatividade santa, podemos nos dirigir a cada Pessoa,  adorando-a, como se fosse em particular, mas sabendo que um só é o nosso Deus.  Enquanto aqui estamos, tenhamos como Senhor a Jesus Cristo e ao nosso Deus.  Jesus Cristo é a manifestação do Verbo, e o Verbo era Deus.  Se era, ainda é, para todo o sempre.    Jesus Cristo é um com Deus, nEle se fundindo em  ... em ... espírito.  Jesus Cristo, sendo digno de adoração, é Deus.  Mas, não nos esqueçamos:  tudo isso que falamos, falamos usando palavras de homens, que não podem descrever o indescritível.  Explicar o inexplicável.

O que a Bíblia diz de Maria é que ela é bendita entre as mulheres, por ser bendito o fruto do seu ventre. 

Ela foi escolhida entre todas as mulheres como a única digna de dar à luz o nosso Redentor.  Só uma mulher virgem, santa, poderia carregar em seu ventre o Santo.  Mas Jesus sempre fez questão de defini-la como mulher; e, depois de ter morrido, os primeiros cristãos não se referem a ela de modo especial, e não lhe dão  um papel de destaque na evangelização.  Maria se cala, depois da crucificação.  Maria foi uma mulher  especialíssima, cheia de graça, diante de Deus.   Mas, se as Escrituras não lhe dão um papel especial na evangelização,  nem mesmo registrando qualquer ação dela depois daquele último momento diante da cruz:

    Jo 19:25  Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.

   Jo 19:26  Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

     Jo 19:27  Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

Mas, em Gênesis, temos:

     Gn 3:15  Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

A cabeça da serpente seria ferida pela mulher, e a serpente feriria o calcanhar da mulher.

Estaria nessas palavras alguma referência a Maria? 

Sabemos que Jesus Cristo levou cativo o cativeiro, derrotando o Diabo e a morte, as enfermidades e as dores.  E isso, em benefício de nós, pecadores.  Nada se diz a respeito do papel de alguma mulher nessa missão do Senhor. 

O que sabemos é que Jesus, antes de morrer, confiou a Sua mãe Maria o Seu discípulo amado, o qual devia tê-la como mãe.  Todo discípulo amado do Senhor deve ter a Maria como mãe?  Se sim, então, ela não seria a mãe de todos os pecadores.   E certamente não seria a mãe de Deus, pois Jesus, na Sua onipotência  -  Ele é um com o Pai -,  não quis que se adotasse em tempo algum esse conceito. 

Ajuda-me, Senhor, porque não quero falsear a verdade diante de tão grande enigma!

Assim como não devemos cultuar a Abraão, nem a qualquer apóstolo, segundo o que se depreende das Escrituras, assim também não devemos cultuar Maria.  E haveria nesse culto algum pecado de idolatria? 

De idolatria, certamente não.  E talvez não haja nisso nenhum pecado,  mas, certamente, não haverá nisso nenhum sentido especial, avalizado pelo Senhor.  Uma religião que cultue a Maria, tendo-a por mãe de Deus, e confiando no seu poder de intercessão junto ao seu Filho,  certamente não está se pondo contra Jesus, já que O cultua e adora em primeiro plano.  E tudo aquilo que for feito por fé não é pecado.  Uma religião que cultue os santos, confiando no seu poder de intercessão, e tendo o culto  e adoração de Jesus Cristo em primeiro plano, certamente não está se opondo a Ele.  E tudo aquilo que for feito por fé não é pecado, antes agrada a Deus.

Conclusão:  Havendo fé, fé que se sustenta em Deus e em seu poder infinito, não há pecado, antes há ocasião de agradar a Deus.  Se o rezar edificar, levando a Jesus e a Deus, que bom que haja o rezar!   Se o cultuar de Nossa Senhora e dos santos edificar, levando a Jesus e a Deus, que bom que assim seja!

Mas se eu não crer no poder intercessor de Nossa Senhora e dos santos,  e crer no poder redentor de Jesus, e a Ele me entregar,  que bom que assim seja!

Fique cada um na sua fé, na sua crença, e que seja o Senhor Jesus o alvo de nosso louvor, de nossa

adoração!  Pois quem agrada a Jesus, agrada automaticamente também a Deus.

Aquele que crê que Jesus Cristo é o Caminho, e a Verdade, e a Vida, tendo entendido que ninguém vai ao Pai senão por Ele, e vivendo de acordo com o alto padrão que essa crença implica,certamente será justificado, tornando-se um justo.  Não por merecimento, não por obras, mas por graça, por misericórdia.

Mas há caminhos que são mais diretos, mais simples.

Jesus deu a Pedro a missão de fundar a sua igreja.  E Pedro fundou-a, estabelecendo seus fundamentos simples e diretos.  Mas veio a história dos homens, que a transformou, para que ela nunca deixasse de ser útil.  E hoje a Igreja parece estar dividida em muitas partes,  e está, mas em cada parte reside inalterável o seu fundamento, que jamais será invalidado:  a Rocha, Jesus Cristo.  E, assim, todas as religiões e seitas que confessam sinceramente o nome de Jesus Cristo, e a sua qualificação de Senhor, estão servindo a Ele e ao Plano.

Sei que outras coisas há para se entender em relação ao olho direito, por isso fico aqui aberto à inspiração do Espírito Santo.

-  Pontos negros flutuantes diante de mim no olho esquerdo, as chamadas moscas volantes ou moscas impertinentes.

Quando olho para alguma coisa, vejo, dependendo da distância do foco, pontos que se sobrepõem sobre a imagem, assim, manchando-a, sem atrapalhar a visão.

O olho esquerdo, o olho da esquerda, o olho das coisas da esquerda, o olho das coisas relativas aos bodes, àqueles que estão no caminho da perdição.

O meu modo de olhar ainda contém em si costumes e modos próprios do homem velho, que já não mais quero para mim.

O meu modo de olhar as coisas de alguma maneira as mancha, as macula.  Haveria ainda concupiscência, desejo, inveja, ambição, malícia, maldade, no meu olhar.  E eu quero me livrar desse sestro antigo, pois quero devotar minha visão, e todo o meu corpo, e a minha alma, e o meu espírito, o meu ser inteiro, a Jesus Cristo, ao meu Deus.  Quero ver tudo como Jesus via: limpo, santo, puro.  Quero que os meus olhos sejam simples, vendo em tudo a pureza, a santidade.  Quero eliminar dos meus olhos os pontos de maculação que neles ainda haja. 

Ajuda-me, Espírito Santo, nesta transformação.

Quero que ambos os meus olhos, tanto o que se volta para a direita, quanto o que se volta para a esquerda, sejam simples, puros, limpos.  Eu sei que é muito o que peço, mas o Senhor Jesus não iria começar uma obra para não terminá-la.   Tenho certeza disso.  Se fosse por obra, por merecimento, jamais ousaria pedir tamanha bênção, mas é por graça, por misericórdia.

E sei que há mais para se entender dessa tribulação, mas estou e estarei aberto ao Espírito Santo para que ele me ensine e me mostre.  E me console.

Agora vou falar de um assunto tremendamente difícil.  Para Deus, o criador de todas as coisas, tudo é bom.  Assim, para Deus, não há o mal, tal como o vivenciamos.  Pois está escrito que  ele é tão puro de olhos que não pode ver o mal.  O olhar de Deus dá um sentido santo, puro, a todas as coisas.  E, se eu quero dedicar os meus olhos a Deus, como realmente quero, eu preciso entender isso.   E agir segundo as palavras da Escritura:  Somente com os teus olhos olharás, e verás a recompensa dos ímpios.  O papel dos olhos é ver, apenas ver.   Sem censura, sem repreensão, sem intenção de maldizer. 

 A nós, olhemos o que olhemos, não nos cabe maldizer, não nos cabe julgar, não nos cabe condenar.  

Os nossos olhos têm de ser sem maldição, sem condenação, sem julgamento.  E, quanto ao Diabo, não devemos sentir nem raiva, nem indignação, nem repúdio, nem maldição, nem condenação, nem julgamento.  Jesus Cristo, quando com ele se comunicou,  apenas o repreendeu, e expulsou.  Jamais o julgou, jamais o amaldiçoou,  jamais se indignou com  palavras contra ele.  E Jesus sabia bem o que estava fazendo!  A nossa atitude diante do Diabo deve ser a mais simples possível:  saber que ele é o pai da mentira, e que vem para roubar, para matar e destruir.  E, quando necessário, expulsá-lo, em o nome de Jesus Cristo. Nada de atitudes transéticas, pois!

Em relação às hostes do mal, tenhamos um modo de olhar simples,  em que o ver seja apenas ver, sem a adição de qualquer outro componente pejorativo.

Porque não podemos nos esquecer nunca de que Deus é onipotente, onisciente, onipresente, e que tudo o que existe, existiu ou  venha a existir, está sob o Seu controle.  Não podemos entender ainda o que isso significa em toda a sua extensão,  mas não vá o nosso modo de ver macular algo que o próprio Senhor Deus não maculou.

Ajuda-me, Espírito Santo, a agir de acordo com aquilo que Deus espera de mim, a olhar do jeito que Deus espera de mim.

 

-  Névoa no olho esquerdo, tendendo a desaparecer, semelhante à do olho direito.

Há algo de contornos indefinidos no campo de visão do olho esquerdo, do olho que se volta para as coisas da esquerda.  E este algo se projeta sobre a realidade, tornando-a ligeiramente confusa, sem atrapalhar a visão do todo. 

É preciso haver uma definição mais clara dos entes de esquerda, dos conceitos que se prendem às coisas da esquerda.  É preciso que eu entenda que neste mundo o que é mau, é mau; e o que é bom é bom.  A minha consciência me mostra o que é bom, o que é mau.  E a mim me cabe escolher o bom, para mim, para os meus, e para todas as pessoas.  

A doença é um mal; a saúde é um bem; a abundância é um bem, a escassez é um mal,  a alegria é um bem, a tristeza é um mal; a santidade é um bem; a impiedade é um mal;  o falar bem é um bem; o falar mal é um mal; o bendizer é bem, o maldizer é mal,  o usar de palavras boas é um bem, o usar de palavras más é um mal;  o falar a verdade é um bem, o falar mentira é um mal; o agir de acordo com a verdade é um bem, o agir de acordo com a mentira é um mal.  Tudo muito simples, muito fácil!  Só se engana quem quer.

Se quero que o Senhor me santifique, e quero, para a Sua honra e glória, então, eu preciso me esforçar para levar uma vida santa, em que haja clara distinção do que é bom e do que é mau.

Ajuda-me, Espírito Santo, a entender melhor essas coisas, e a agir de acordo com esse entendimento.

 

 

-  Dor no lado direito, logo abaixo das costelas.

Há algo que provoca dor no lado direito, no lado das coisas direitas.  Essa coisa parece ser as coisas referentes à Virgem Maria, pois eu sinto uma dor por não poder participar integralmente de uma missa, que acho (achava) um sacrifício lindo, maravilhoso, que tem como alvo a glorificação do Senhor Jesus.  Ser-me-ia lícito rezar a Ave Maria?  A sua primeira porção é perfeitamente bíblica, mas o mesmo não posso dizer da segunda parte.  O que fazer, Senhor, diante dessa situação?  Minha consciência me diz para, sozinho, participar da primeira parte.  Assim, a mim não seria lícito rezar o terço?  Jesus, quando deu um modelo de como orar, dirigiu-se ao Pai Nosso.

Há algum inconveniente sério na Ave Maria?   Os católicos, quando a rezam, o fazem por fé, quando o fazem por fé.  Mas teria eu fé suficiente para rezá-la?  A minha fé, pequena, se fundamenta em Jesus Cristo, em Deus.

Assim farei de acordo com a minha consciência, não mais rezando a Ave Maria, pois além de conceituar Maria como a mãe de Deus, o dito assume a forma de intercessão, fazendo dela um meio para chegar a Deus.  E entre os homens e Deus há apenas um intermediário: Jesus Cristo.

 

 

 

Nota:

-  Angústia  [στενοχωρια,  estreitamento de espaço ], uma sensação de estreitamento, de esmagamento do coração.